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20/04/2009 14h57

A história do Duque de Caxias Futebol Clube
Redação FutRio

O Duque de Caxias é certamente a maior surpresa que apareceu no futebol do Rio de Janeiro nos últimos anos. Fundado em 2005 com o espólio do antigo Tamoio Futebol Clube, de Xerém, o clube teve importantes padrinhos, como o então prefeito, Washington Reis, mais tarde alçado à posição de presidente de honra, e de Eurico Miranda, à época ainda presidente do Vasco.

 

De um lado, a proximidade com o poder público gerou um ambiente de facilidades como o repasse mensal de uma subvenção e a reforma do Estádio João Gaspar Corrêa Mayer, mais tarde rebatizado para Mestre Telê Santana. Assim, o clube ganhou uma casa na cidade da qual tomou emprestado o nome. De outro, a proximidade com o Vasco foi útil para o empréstimo de atletas não aproveitados no clube cruzmaltino e para a cessão do Vasco-Barra para jogos, o que às vezes acontecia até mesmo com o Estádio de São Januário, enquanto as obras não chagavam ao fim.

 

A seqüência de acessos teve o curso da história como facilitador: o clube pegou uma época de transição de administrações da Ferj, e a nova gestão entendeu que as duas primeiras divisões estaduais deveriam ter mais clubes. Assim, em 2006, a equipe foi campeã da seletiva de acesso à Segundona, subindo seu primeiro degrau no futebol. Disputou a competição no mesmo ano, mas terminou em sexto lugar.

 

O ano seguinte seria de fortes emoções para a torcida. Após o sexto lugar na Copa Rio, o time foi reforçado para a disputa da Segundona, que ofereceria cinco vagas para a divisão de honra do futebol do Rio de Janeiro. E, após um começo titubeante, o time comandado pelo experiente Manoel Neto cresceu. Na penúltima fase, foi derrotado pelo Mesquita no Louzadão e desperdiçou a chance de garantir antecipadamente o acesso. O resultado obrigou a equipe a disputar a repescagem pela última vaga.

 

O Tricolor entrou na disputa ao lado de Floresta, Olaria e Independente de Macaé. No entanto, apenas o time de Cambuci ameaçou o acesso do Tricolor. No final, com apenas um ponto de vantagem, o Duque de Caxias terminou a disputa em primeiro lugar. Com mais um acesso, subiu o segundo degrau e se juntou a Resende, Mesquita, Macaé e Cardoso Moreira entre os novos integrantes da Primeira Divisão.

 

A primeira temporada na elite veio acompanhada da inauguração do Estádio Romário de Souza Farias. Em campo, o 12° lugar foi suficiente para garantir a permanência entre os grandes do estado. A Cabofriense abriu mão da vaga na Série C e, após a seqüência de desistências de Bangu, Nova Iguaçu e Olaria, o Tricolor entrou na competição ao apagar das luzes.

 

A equipe foi montada às pressas. Foi vista com desconfiança inicial pelos especialistas e até mesmo pelo próprio clube. No entanto, o técnico Marcelo Buarque entrosou o time a cada rodada e, praticamente sem perder pontos no Marrentão, a surpresa da Baixada avançava fase a fase. E, sempre de modo dramático, deixava para trás adversários mais estruturados e donos do peso do favoritismo.

 

No octogonal decisivo, não pôde jogar em casa porque o Marrentão não comporta a capacidade mínima de 10 mil torcedores exigida pelo regulamento. As partidas aconteceram em Volta Redonda e as primeiras rodadas trouxeram desânimo: foram três derrotas, um empate e apenas uma vitória nos cinco primeiros jogos. No entanto, o time cresceu de produção e chegou à última rodada dependendo apenas de si. Mesmo derrotado por 3 a 2 pelo Confiança/SE, o time foi beneficiado pela vitória do Guarani sobre o Águia/PA.

 

Assim, o Duque de Caxias garantiu o acesso em seu primeiro ano de Série C e representará as cores do município e do Rio de Janeiro na Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro.



Comentários
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    18/03/2010 23:55:54ED pillsAnônimo

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    28/10/2009 17:15:13Jornal O PatronoAnônimo

    Solicitamos material jornalístico e fotográfico para publicação. Cesar Moutinho - 97256208

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    14/07/2009 22:44:12cleyton carlos silbernagelMembro SRZD desde 14/07/2009

    cleyton gosto do duque de caxias e melhor time do mundo.

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    12/05/2009 23:20:26Nilson GonçalvesAnônimo

    Gostei muito da matéria que trata da transformação que ocorreu com o Duque de Caxias F.C., nestes últimos anos. De clube local passou a ser o representante de Caxias na Segunda Divisão do Rio de Janeiro, mais adiante, na Elite do Estadual e finalmente representando a Cidade e o Estado do Rio na Série C no ano passado e no momento, é o xodó dos torcedores do Município e do Estado. A FERJ representante dos Clubes do nosso Estado tem que caminhar junto com o Gigante da Baixada nesta tarefa de manter a equipe na posição que ocupa no cenário futebolístico atual. A mídia tem dado destaque as conquistas e as transformações que ocorreram no Duque de Caxias F.C., Abraços, Nilson Gonçalves

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    21/04/2009 22:51:47Marcelo do CaxiasFCMembro SRZD desde 26/04/2009

    Gerações vem e gerações vão, não importa quem comande nessa ou em outra época. O que vale e o que fica são as glórias alcançadas por aqueles que deram seu sangue e suor pelo time.

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    21/04/2009 00:28:25prof.Daniel TITAnônimo

    Foram muitos os sofrimentos, cansaço físico , pneumonia de tanto pegar chuva e friagem para ir a Volta Redonda, sofrimento que começo lá em cambuci, depois o independente, time filho da puta, que disse que abriria as pernas na nossa cara e abriu mesmo, olha já passamos por tanta coisa , carregar estudantes, garotos, que a maioria não trabalha, ajudar e agora aparece um técnico e diz que o time não tem torcida, ele vai ber que para ele sair terá torcida e muita.

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    20/04/2009 15:44:02AbrOli TIT 6ª LegiãoAnônimo

    Grandes tempos do Gigante Tricolor da Baixada! Pena agora está na mão de verdadeiros "câncers" do futebol carioca.

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