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12/05/2009 15h10

Fundação Getúlio Vargas propõe reduzir direções do Senado para sete cargos
Redação SRZD

FGV propõe reduzir direções do Senado para apenas sete cargos. Foto: Fábio Rodrigues Pozzebom/ABr A Fundação Getúlio Vargas (FGV) propôs uma mudança significativa nos cargos de direção do Senado. A casa chegou a ter 181 cargos, mas a FGV, porém, encontrou apenas 110 com denominação de diretor, sendo que somente 41 exerciam efetivamente as funções. Agora, a idéia é reduzir as direções para sete, com um aumento na gratificação. O restante continuará com o mesmo salário e gratificações, mas os cargos serão reclassificados.

A proposta de reestruturação administrativa do Senado reduz em 83% as diretorias, em 53% as assessorias e em 50% as posições de nível intermediário no Senado. Foi o que afirmaram Bianor Cavalcanti, Irapuan Cavalcanti e Gilney Mourão Teixeira, encarregados pela Fundação para explicar o trabalho realizado para o Senado.

Eles informaram que o propósito do estudo é reduzir as atuais 41 diretorias para sete, as atuais 13 assessorias para seis, e os atuais 184 cargos de nível intermediário para 92. Também disseram que os índices de remuneração no Senado são inteiramente compatíveis com os pagos no Executivo e que não existe, na instituição, nenhum indicador técnico que justifique a diminuição de salários. Conforme as explicações deles, a principal economia preconizada por essa reforma vai ser na extinção de cargos e na racionalização administrativa, com mudanças nas práticas organizacionais.

Na estrutura proposta, terão nível de diretoria a Consultoria Legislativa, a Consultoria de Orçamento, Fiscalização e Controle, a Secretaria-Geral da Mesa, a Diretoria-Geral de Administração, a Secretaria de Comunicação Social, a Secretaria de Tecnologia e a Unilegis. Indagados pelos jornalistas sobre o órgão ao qual ficarão subordinadas as licitações, eles disseram que, no projeto, existem instancias decisórias em vários níveis para realizar essa tarefa.


Comentários
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    12/05/2009 16:18:23ZappaAnônimo

    Entre dizer e fazer existe uma distância muito grande, e no espaço compreendido desta distância, residem aqueles que sob o chicote de seus mandatos determinaram sob acordos diversos a farta empregadoria de seus afilhados. Não sei quem são estes representantes da FGV, mas política é muito mais que números ou planilhas analíticas. Ã? muito mais que dizer muito obrigado, boa sorte, mas você está demitido! Que critérios serão usados para definir quem ficará ou quem será afastado, os afilhados dos mais poderosos? Com certeza não... Esta história de demissões é devaneiante, diante de tantos interesses principalmente quando indiretamente estamos em campanha presidencial. Com certeza embaixo deste angu têm caroço!

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    12/05/2009 15:39:38Leonardo GuedesMembro SRZD desde 09/04/2009

    Desculpem meu pessimismo, mas o Congresso é que nem o cabelo da Medusa: corta um, nascem dez de volta... Lembrando que Medusa é um monstro da mitologia grega que tinha serpentes no lugar dos cabelos e um olhar que transformava os mortais em pedra. Se eu não me engano, foi um dos doze trabalhos de Hércules enfrentá-la...

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