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02/08/2009 17h22

Empresas querem concorrência aos Correios para a entrega de produtos
Redação SRZD*

As empresas privadas de entrega de encomendas argumentam que o serviço não pode ser considerado um monopólio dos Correios e afirmam que se houver maior concorrência o preço dos serviços pode cair. A questão deve ser analisada nesta segunda-feira pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o advogado Marco Aurélio Souza, que defende a Associação Brasileira de Empresas de Distribuição (Abraed), autora da ação no STF, se os ministros decidirem pelo monopólio no mercado de encomendas, o setor será paralisado. Ele lembrou que atualmente existem mais de 15 mil empresas atuando nesse segmento, que emprega cerca de 1,2 milhão de pessoas.

Souza explica que há insegurança jurídica grande quanto à definição do que é ou não monopólio dos Correios, por isso existem empresas privadas que fazem diversos tipos de entregas. Na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) apresentada ao Supremo, Abraed questiona a constitucionalidade da Lei 6,538, de 1978. O objetivo da entidade é restringir o monopólio postal dos Correios à entrega de cartas.

"A posição dos Correios é tão absurda, que ele se recusa a fazer entregas em lugares perigosos. Mas, se é um monopólio, eles têm que entregar em todos os lugares", diz o advogado. Além disso, Souza lembra que quando há greve dos funcionários dos Correios, o serviço é feito por empresas privadas que são subcontratadas pela estatal.

No entendimento do advogado, se a decisão do STF for favorável aos Correios, a população poderá ser prejudicada, porque não haverá concorrência, o que pode encarecer o custo dos serviços. "Para o bem do Brasil e do mercado, esperamos que os ministros ponham a mão na consciência", apela Souza.

O diretor adjunto de Encomendas Expressas do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas de São Paulo e Região (Setcesp) Antônio Juliani, diz que os Correios não têm estrutura para atender à demanda da entrega de encomendas no país. Segundo ele, só em São Paulo, existem mais de 186 mil pessoas trabalhando nesse tipo de serviço, enquanto os Correios tem 115 mil funcionários em todo o Brasil.

Ele diz que a intenção dos Correios é ampliar o monopólio e tomar atividades mercantis que estavam nas mãos de empresas privadas, como a entrega de talões de cheques, cartões bancários, etc, para aumentar a receita perdida nos últimos anos com a diminuição do uso de cartas.

Segundo Juliani, o preço das empresas privadas é, em média, 30% inferior aos dos Correios. "Estamos bastante temerosos, porque as empresas não vão deixar de fazer o que estão fazendo. A sociedade precisa desse serviço, as pessoas precisam ser empregadas, e não há outra alternativa", argumenta.

O diretor afirma que a decisão dos ministros do STF pelo monopólio dos serviços de entrega aos Correios poderá prejudicar principalmente a população das periferias. "É impossível para a sociedade moderna sobreviver sem o serviço das empresas de encomendas expressas", justifica Juliani.

* as informações são da Agência Brasil


Comentários
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    08/03/2012 15:54:10tIWreuanIrNmPwjuBAnônimo

    Excelente Post Marc, que muestra un gran oecociminnto del mercado y del business tecnologico y en las estrategias de las grandes empresas del sector.Sin duda comparar Oracle, IBM, SAP, Apple e inclusive Google con su estrategia Cloud Computing (concepto ideologico tecnolf3gico que Oracle ya habeda introducido en 1997 con su Network Computing Architecture) con empreas como twitter, facebook y todo el mundo dospuntocerista es ilogico, irreal y un grave error.Pero las grandes pueden sufrir otro crash (el del 2.0) causado por el sector (ajeno al comportamiento de estas grandes empresas) si empezamos a perder el horizonte del valor.Me da miedo porque se sigue midiendo del mismo modo la revolucif3n del dospuntocerismo con el que se realizf3 a las puntocomSi no cambiamos las me9tricas que definen el valor (o inclusive el concpeto valor) sufriremos algo parecido a cuando pensabamos que todo lo que se colgaba en una url teneda valor por si sf3lo o por el nfamero de visitantes ay! donde estare1 Terra, no quiero pensar que pueda ocurrir en un fututo donde este1 tuenti.Vota el comentario: 0 0

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    25/09/2010 01:43:40MarceloAnônimo

    O governo usa os correios pra inidicar parentes de pessoas importantes no governo isso é certo? Sobre a carta social de 1 centavo ela não existe pq alguem paga a conta os correios sabem que administram tudo mal por isso eles quebrariam se tivesse concorrência como tudo que é administrado pelo governo . E Mauricio vc não entende nada de mercado se tem concorrencia nós podemos escolher se queremos correios ou não agora so´uma opcao prejudica tudo . Vou dar um exemplo de como a livre concorrência é boa . Moro em Porto Alegre pago 69 reais pelo ADSL de 10 megas da GVT enquanto outras pessoas pagam o mesmo valor por 2 megas mas brasileiro se conforma com isso pagar mais de 200% pra ter um serviço igual e ninguem fala nada. Se todos operadoras fossem livres pra atuar em todos estados não essa roubalheira. Então ta ae monopolio so serve pra explorar e roubar e ponto final.

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    26/09/2009 19:51:01MauricioAnônimo

    Acredito que existam vários pontos com relação a quebra do monopólio: o da carta social R$-0,01- sumir do mapa; possível aumento do preço, pois ninguém faz milagres; extinção de entrega em várias cidades; aumento de emprego para um lado e desemprego para o outro. Já foi até julgado que monopólio é: "cujo conceito engloba cartas pessoais, contas de serviços públicos, boletos de cartões de crédito), cartões-postais e malotes só poderão ser transportados pela empresa pública, enquanto os outros tipos de correspondências, como jornais e revistas, e as encomendas poderão ser entregues por empresas privadas".

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    04/08/2009 01:15:20Celia BarbosaAnônimo

    Tem que ter concorrência mesmo com os Correios, que há 200 anos impera. Com as empresas particulares, não haverá greves, pois se os funcionários fizerem, serão demitidos, ao contrário dos funcionários dos Correios, que sempre nos prejudicam, e ficam tudo por isto mesmo.

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    03/08/2009 22:02:01Antonio Flaviano Nascimento LimaAnônimo

    O povo brasileiro tem memória curta. Com as privatizações feitas no governo FHC o país tem péssimos serviços prestados pelas teles e a título de criarem mais empregos e do livre mercado postal, querem o fim do monopólio da empresa pública de maior credibilidade nacional. O governo deveria fazer uma campanha nacional contra esses aproveitadores especuladores disfarçados de líderes sindicais.

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    03/08/2009 21:59:04edson gomes de sousa e silvaAnônimo

    eu acho que o monopolio deve ser dos correios pois devemos valorizar o que é publico e não abrir espaço pra esses comilões privados

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    03/08/2009 00:33:34natalino rogerio negreirosAnônimo

    acho que quem esta interesado na quebra do monopoli postal sao as grandes multinacionais pois elas nao vao fazer entrega aonde nao dar lucro principalmente no sertao nordestino pois os correios coprem 100% do territorio brasileiro e muito respeitada pelos brasileiros essas empresas que estao interessadas na quebra do monopolio postal so vao quererem atua aonde da lucro ou seja nas pricipais capitais do brasil por isso sou contra a quebra do monopolio postal

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