SRZD


02/11/2009 01h38

Lendas da Portela
Luis Carlos Magalhães

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Eram duas meninas.

A vida as juntou um dia; separou-as depois para reaproximá-las agora.

Quem poderá saber o quanto valeu tudo e tanta coisa depois de tanta vida ter passado?
Cada lembrança, cada gesto? Cada um daqueles momentos - e foram tantos! Como saber isto quando ambas relembram cada pedaço da vida tanto tempo depois?

Muito mais quando a vida valeu tanto à pena

Era uma vez... Em um dia qualquer de um distante fevereiro de 1918, aqui em nossa cidade nascia a menina Doralice..

Próximo aquele dia, dois ou três anos depois, em uma cidade próxima nascia a outra menina: Maria das Dores.

Mais ou menos por esta época um jovem nascido duas décadas antes, em local bem próximo ao de Doralice, sem nunca tê-la conhecido antes, perambulava altivo e curioso pelas ruas do centro da cidade observando todo o desenrolar de tantas mudanças.

Tempos de grandes transformações.

Olhava para um lado, via a "Paris dos Trópicos". Para outro a "Pequena África".

Que seria dessas três vidas, que desígnios as fariam convergir para as ruas distantes de Oswaldo Cruz e Madureira?

Esse tal jovem "subiu" antes. É época do nascimento das meninas, dois ou três anos depois, já estaria "aprontando" em Oswaldo Cruz fundando o bloco Baianinhas, semente da escola que seria sua própria vida. Ele e mais Rufino e Caetano.

Tempos depois - aos quatro anos - Doralice, que já não morava no Morro do Pinto, tem sua mãe acidentada e a família vai morar em Oswaldo Cruz deixando para atrás a rua da América, próxima à Central do Brasil.

Quem já passou por isso sabe que poucas coisas na vida marcam mais a mente de uma criança do que uma casa nova. Nova rua, novos vizinhos, novos mistérios.

Morava agora em uma das casas da chácara conhecida como Fazenda Theófilo, na esquina da Estrada do Portela com Rua Joaquim Teixeira, em cuja casa principal viria depois morar, vinda de Queluz, no vale do Paraíba paulista, a lendária família Nascimento: seu Napoleão, o pai, o inesquecível Natal, Vicentina e Nozinho.

Logo, logo, em 1923, assistiria o encontro, o namoro e depois o casamento de sua tia Diva com o jovem Caetano, desenhista da imprensa naval apaixonado por carnaval, morador de Quintino mas que, por razões óbvias, não saia de Oswaldo Cruz. Seria o artista principal e o "cérebro" da formação da futura Portela.

Era uma área grande, de árvores frondosas, onde se destacava uma enorme e mítica mangueira que está lá até hoje. Até quando estará?

Sob aquela mangueira brincaria de boneca, "brigaria" muito com Vicentina e travaria uma parceria com Nozinho repleta de traquinagens e peripécias de infância e adolescência..

Viu ali sua escola querida ser fundada por aquele mesmo jovem a quem nunca houvera conhecido; aquele mesmo que perambulava altivo e curioso pelas ruas centrais da cidade observando suas transformações.

Ali estavam Paulo, Rufino e seu tio Caetano. Alicerces da escola que tanto marcaria sua vida. Via crescer a cada dia aquele grupamento; via sua tia bordar a bandeira raiada azul e branca; a primeira bandeira de duas faces da escola, a mesma que está aí até hoje; via passar o livro de ouro e a "caixinha" de seu Rufino que custeavam o carnaval; via seu tio projetar a águia, marca maior do nosso orgulho e da nossa força.

Na vizinha casa de seus tios, nos fundos da sede da jaqueira, veria as primeiras e rudimentares alegorias serem construídas por ele acompanhado por Candinho, Arlindo Costa, seu Juca e Jibóia; como poderia imaginar as dimensões que aquelas geringonças alcançariam nos carnavais que hoje assiste pela  televisão?

Em Barra Mansa e em toda a região do vale do rio Paraíba a decadência da lavoura cafeeira deixava longe os tempos de fartura e de muitos empregos por ali.

Entre tantas outras, a família de Maria das Dores, sem o pai, migrava para a capital na esperança de novos empregos para seus irmãos e os sobrinhos criados por sua mãe. A nova moradia ficava no alto da Ladeira do Faria, quase na junção com a Ladeira do Barroso, no cume do morro da Providência, atrás do prédio da Central do Brasil.

De lá nunca mais sairia: - É o meu morro!

Vida que segue...

Aqui, na então capital, o Brasil vivia a farsa de uma república proclamada e não praticada; o país nas mãos ora da oligarquia do café, ora da do leite. Os jovens tenentes do exército brasileiro eram aniquilados pelas tropas federais no Forte Copacabana e entravam para a história como os "Dezoito do Forte". Mas a luta dos tenentes continuaria...

Já com Getúlio no poder chegava a adolescência dessas duas meninas.

Doralice, com o adoecimento de seu pai, após breve passagem por uma camisaria de Madureira, consegue aos 13 para 14 anos se empregar em uma fábrica que produzia embalagens de papelão para a casa Granado, localizada na Rua Visconde da Gávea número 121, quase ao pé do Morro da Providência, bem ali onde morava Maria das Dores com sua mãe e seus irmãos.

A mesma fábrica onde, pouco tempo depois, a menina Maria das Dores conseguiria seu primeiro emprego, longe ainda de ter completado seus primeiros quinze anos. Primeiros de muitos e muitos quinze anos.

Ali o primeiro encontro de duas meninas. Para uns ... destino; para outros... coisa dos deuses do carnaval...

Na verdade a menina Doralice era a Dora, e a menina Maria das Dores era Dodô.

Dora mesmo tão menina era quase dirigente da "Escola de Samba Deixa Falar", de Oswaldo Cruz. A ela cabia cuidar da bandeira e levá-la para casa após os ensaios além exercer as funções de diretora social, vez por outra substituindo uma ou outra porta-bandeira ausente. Naquele período vencera o concurso de venda de votos tornando-se rainha da escola.

Não havia uma semana que Paulo deixasse de jantar em casa de sua família. Por ali passavam todos aqueles jovens que construíram uma história tão bonita. Uma história que ela via nascer sem poder imaginar toda sua dimensão. Na fábrica a menina Dora era "Chefe de Mesa", já ali também acumulando grande responsabilidade.

E foi assim que em uma manhã do tempo a fábrica de embalagens recebia uma nova operária. Menina ainda, magrinha, esguia, olhinhos muito espertos, com um ar muito abusado. Trabalhando sob o comando de Dora, Dodô passava a fazer parte do grupo do qual faziam parte Rosinha, Laudelina e Miranda, trabalhadoras residentes em Oswaldo Cruz e que no carnaval desfilavam na "Vai Como Pode".

Nos primeiros tempos, Dodô ia almoçar com sua mãe e suas irmãs ali perto em sua própria casa, exceto às segundas-feiras. Nesse dia não subia. Ficava ali ouvindo Dora contar as histórias do fim de semana: os ensaios da escola, os rapazes e os preparativos para o carnaval.

Pela primeira vez ouvia nomes que seriam presença constante em sua vida futura: Cecília, Aidéia e Braulina, primeiras porta-bandeiras da escola, Antonio mestre-sala, Claudionor, Benício, Bam-Bam-Bam. Ouvia falar do vozeirão de João da Gente e de Ventura, da gentileza de seu Armando Passos e seu Cláudio Bernardo, os sambas compostos por Alvarenga, Alcides; as festas na casa de seu Vieira, de seu Napoleão e de d. Esther, e dos ensaios, que eram realizados na rua.

A menina Dora contava que eram Cláudio Bernardo e Paulo que puxavam o samba enquanto João da gente, Claudionor e Alcides versavam. Seus olhos brilhavam quando falava da bateria comandada por João da Gente e do fascínio especial exercido pelas pastoras Noêmia, Rosa, Huga, Maria de Lourdes além de Diva, Margarida e Ninita, suas tia, mãe e irmã, todas animadíssimas esperando o carnaval chegar.

E contava da presença de Paulo, sobretudo a presença soberana de Paulo da Portela.

Com o passar dos dias, a menina Dodô não mais ia almoçar em casa dia nenhum. Preferia trazer a comidinha de sua mãe na marmita e poder ouvir tantas histórias fascinantes para ela. E já agora enrolava seu avental branco na ponta do cabo da vassoura e se fazia de porta-bandeira arrancando gargalhadas da platéia.

Com o tempo o bailado diário de Dodô e sua vassoura deixava Dora encantada com toda aquela graça que a cada dia se aprimorava nas brincadeiras da menina. Dora começava a olhar aquela dança menos como farra de hora de almoço, observando aqui e ali, corrigindo postura da moça e já a olhando com outros olhos: quem sabe?

E foi assim que aconteceu um dia.

Quando se viu sem Cecília, sem Braulina, sem Aidéia, Dora viu surgir a oportunidade que tanto esperava. Sugeriu à escola que desse uma oportunidade à jovem Dodô. Com a aprovação de Paulo, Dodô foi convidada e aceitou fazer um teste.

Eram os preparativos para o carnaval de 1935. Dodô ainda com quatorze anos partia ao lado de sua mãe para o distante subúrbio de Oswaldo Cruz, não sem antes, juntas, rezarem o terço.

De bonde até Madureira, de lá até Oswaldo Cruz a pé: ia ao encontro de sua história.

"Amadrinhada" por Dora, Dodô foi recebida primeiro pelo mestre-sala Antonio e depois pelo próprio Paulo da Portela que se mostrou surpreso e preocupado com a pouca idade da menina. Quando o ensaio começou, sob o curioso olhar de todos, não deu outra: foi show de bola, a escola acabava de conhecer sua nova porta-bandeira.

Dora, Dodô, Laudelina, Rosa e Miranda, estas também operárias da fábrica de embalagens, se abraçaram muito. Tornaram-se inseparáveis a ponto de transformar os momentos de almoço da fábrica em cada vez mais animados ensaios técnicos até chegar o carnaval de 1935.

Os desfiles já se realizavam desde 1932, sempre com a Mangueira campeã. A imbatível Mangueira de Cartola, de Carlos Cachaça, de Massú, de Marcelino. A partir daquele ano as escolas conquistariam novo status dando início à trajetória que transformaria os desfiles na maior festa do Brasil.

E chegava a noite do desfile.

Ainda em casa, antes de rezar o terço e partir com sua mãe ao encontro da escola, Dodô fazia gestos e volteios diante do espelho. Olhava fixamente sua própria imagem como se soubesse que nunca mais veria ali aquela adolescente descompromissada, descomprometida.

Parecia saber que depois daquele desfile sua história e a da escola seriam uma coisa só: abriam ali o incomparável "livro de nossa história", repleto de "conquistas a valer".

Já na Praça Onze, com muito orgulho, Dora entregava para Dodô a jóia mais preciosa de toda aquela gente, aquela bandeira tão bonita e que ela guarda até hoje.

Ao iniciar o desfile, ao ouvir o comando de Paulo, Dodô posicionou a bandeira e olhou em volta. Só então percebia como era diferente pendurar o avental de trabalho na ponta do cabo de vassoura, rodopiar entre as mesas da oficina, e estar ali empunhando a bandeira "de verdade", sendo observada por aquela multidão e pela já então imensa e aguerrida torcida da futura Portela.

O tema da "Vai Como Pode", último desfile com este nome, parecia prever os carnavais de hoje: "O Samba Dominando o Mundo", de Antonio Caetano. Foram dois sambas apresentados: "Guanabara" e "Alegria Tu Terás", dos onipresentes Paulo e Caetano respectivamente.

Dodô estava linda; linda e serena. Tudo parecia um sonho. Tão menina ainda... nunca vivenciara nada parecido com o que estava acontecendo ali naquele momento. Tanta gente dirigindo para ela seus olhares, a escola toda parecia girar em torno de si.

E aquele samba lindo:

Como é linda
Nossa Guanabara
Jóia rara
Que beleza.

Cada sorriso incentivador, vindo ora de Paulo, ora de Dora, parecia dar-lhe asas para rodar, rodar, rodar... drapejar aquela bandeira, aquele azul imenso. As mãos de seu mestre-sala pareciam enormes e seguras, como as garras da águia que passaria a estar presente por toda sua vida. Nunca mais deixaria de desfilar pela Portela, participando de todos os carnavais seguintes, participando de todos, isto mesmo, todos os vinte e um campeonatos que a escola conquistaria a partir daquele primeiro título de 1935.

Dora ficaria noiva do filho de Seu Hermógenes, o primeiro patrono da história das escolas de samba. Uma história de amor interrompida com a morte do jovem Benjamin que saia na gambiarra junto com Nozinho. Recuperada do trauma reconstituiu sua vida permanecendo na escola durante todo o tempo em que esteve solteira. Depois constituiu sua família e fez da Portela sua melhor lembrança, seu maior orgulho.

Com movimentos limitados em razão de uma queda, acompanha até hoje os desfiles de sua escola pela TV. Ao ser reencontrada agora pode rever sua grande amiga Dodô em um festival de lembranças, risos e muita alegria.

Mesmo com a memória lhe pregando peças, ao me ouvir cantar os primeiros versos do samba "Ando Penando", da então "Vai Como Pode" de 1932, emendou direto cantando até o fim.  E assim foi com os outros sambas daquele ano e mais 1934 e 1935. Era só começar que ela mandava.

Dodô e Dora se encontrarão novamente no início do ano quando as duas aniversariam, Dora dois anos mais velha. Dodô estará completando noventa anos, setenta e seis dos quais desfilando pela Portela.

Duas meninas. Duas vidas que a vida juntou um dia tanto quanto as separou depois para agora unir de novamente.

Vidas transformadas em contos que os Portelenses contarão sempre, para seus filhos e para seus netos.

Vidas vividas em glórias, transpassadas para o tal livro de nossa história e que o tempo um dia acabará por transformar em lendas.

Lendas da Portela...

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Em tempo 1: Esta crônica é dedicada a Marília Barboza, pela alegria de tê-la de volta.

Em tempo 2: O outro samba de 1932 que Dora cantou foi "Lá Vem Ela" de Ernani Alvarenga já com a primeira parte na versão de Benedito Lacerda, revelada pelo próprio autor a Sérgio Cabral;

Em tempo 3: (pré convocação): Em janeiro de 2010 será comemorado o nonagésimo aniversário de Tia Dodô. Um grupo de portelenses está pretendendo organizar um baile com a presença das porta-bandeiras de ontem e de hoje e de  todos os que querem abraçá-la  e reverenciá-la.

A data será indicada em função da programação dos ensaios técnicos e da disponibilidade das porta-bandeiras que estarão em plena temporada de ensaios de quadra;

 O local será posteriormente indicado em razão do cálculo do número de participantes da festa. Por esta razão as pessoas interessadas em participar da festa devem fazer tal indicação para o e-mail da coluna ou para [email protected] até o dia 15 de dezembro próximo.

Opções para realização do evento: Gafieira Elite; Gafieira Estudantina; Associação dos Empregados do Comércio, na Av. Rio Branco.

O ingresso provavelmente será gratuito, com despesas pessoais de Buffet por conta de cada convidado. Será comemorado também o aniversário de 92 anos da Dora, personagem desta crônica.

O baile será ponto de partida para uma nova tentativa de inscrição de Tia Dodô no Guinness, livro de recordes.

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SUGESTÉO PARA OUVIR AGORA:
Samba: "Ando Penando", do desfile da Praça Onze de 1932, da ainda Vai Como Pode" que depois seria a nossa querida Portela..
Autor: Alcides Lopes
Gravação: Velha Guarda da Portela
Disco: Portela Passado de Glórias

ANDO PENANDO

Ando penando
A razão ainda não sei
Eu desejava saber
Por que tanto assim sofrer
Para mim ficar ciente
Muito embora sei que estou
Até morrer.

Para mim viver mais sossegado
Eu queria saber a razão
Para não viver enganado
Nem reclamar em vão.

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Fontes:
* "Paulo da Portela traço de união entre duas culturas", de Marília Barboza e Ligia Santos. Editora MEC-FUNARTE, 2ª edição 1989;
* "As Escolas de Samba do Rio de Janeiro" de Sergio Cabral, editora Lumiar, 1996;
* "Dodô da Portela: Uma História de Vida"- Universidade Estácio de Sá/Instituto do  Carnaval, de Luis Carlos Magalhães/2005;
* Entrevista com Dodô e Dora realizada em julho de 2009 realizada pelo colunista e Heloisa Alves.

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Fotos:
1) Imagem atual do prédio onde estava a fábrica de embalagens de papelão onde as meninas Dora e Dodô se conheceram e da qual foram operárias na década de 1930. Ao lado o prédio branco onde estava a RCA Victor à época;
2) Imagem atual da mangueira da Fazenda Theófilo, onde a escola foi fundada, próximo à casa da família Nascimento e à casa da família de Dora;
3) Imagem atual do local onde estava o bar do Nozinho. Nos fundos estava a primeira sede alugada, local da "Jaqueira da Portela" imortalizada por Zé Kéti; ali o "barracão" onde Dora assistia seu tio Caetano construir as primeiras alegorias da história do carnaval;
4)  Caetano (agachado), fundador da Portela, casado com a pastora Diva, irmã do pai de Dora; Rufino, fundador e tesoureiro da escola (à direita);
5) Paulo da Portela fantasiado ao lado de um componente desconhecido;
6) Velhos carnavais da Portela. Da esquerda para a direita: Idealina (que se casaria com João da Gente); Laudelina (operária da mesma fábrica com Dora e Dodô); Dora; Deovânia (irmã de Dora); Rosinha (também operária da fábrica); Nitinha (tia de Dora) e embaixo Jorcélio (irmão de Dora);
7) Benjamin (filho de Sergio Hermógenes e d. Amadora), ex-noivo de Dora; seu Armando Passos; d. Amadora (esposa de seu Hermógenes, quase sogra de Dora); Paim; Aidéia (uma das porta-bandeiras antecessoras de Dodô) e José (irmão de Benjamin);
8) Dodô vestida com o traje de seu primeiro desfile, em 1935; primeiro título da Portela; primeiro desfile oficial da escola. Ao lado de seu Antonio, seu primeiro mestre-sala.  Arquivo pessoal de tia Dodô;
9) Dora, a rainha da Portela;
10) Dodô e Dora, o reencontro.


Comentários
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    20/02/2011 22:16:54Cláudio Ernesto Anjos da SilvaAnônimo

    Sou portelense e me emocionei bastante com essa crônica linda que retrata os primórdios da minha amada Portela, fantástico trabalha que resgata a cultura e a memória de uma das escolas mais amadas e tradicionais do Rio de Janeiro. Parabéns !

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    15/02/2010 14:48:43edna da silva lopesAnônimo

    gostei muito de rever e reler os comentários sobre o início da escola de samba da PORTELA, a minha favorira. sou prima da vilma e do benécio, de 2º grau, e gostaria muito de saber como estão os meus primos, gosto muito do carnaval, moro em Brasília, e sei tb que Vilma e madrinha da Escola de samga do ARUC daqui de brasília, muito obrigado, se puder quero que dê o meu email, para a vilma da portela, xau

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    13/11/2009 20:22:25NEY RORIZAnônimo

    Ã?TIMO ! BELEZA PURA , PURA BELEZA , PURA , PURA , BELEZA , BELEZA !! ISSO Ã? ESCOLA DE SAMBA , ESCOLA , DE SAMBA , SAMBA PURO , PURA ESCOLA . ESCOLA DE ESCOLAS PURAS DE SAMBA DE SAMBA PURO DE ESCOLA . Tive e tenho a honra de conhecer muito desta beleza e desta pureza e seus personagens . ESTÁ AÍ UMA CRÃ?NICA NOTA 20 .... E MESMO QUE TIVESSE ALGO A OBSTACULAR ( QUE EU NEM PROCUREI ) SERIA SEMPRE NOTA MÁXIMA E SEM DECIMAIS ... CAMPEÃ? .... ABUNDANTE !

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    07/11/2009 08:59:59Adriana Santana HermongeMembro SRZD desde 29/09/2009

    eu concordo com o Renato Lage, não se deve mostrar nada. o que se deve mostrar é a falta de carater, ética e respeito aos compositores familiares de compositores que estão nesta luta para tentar um lugar ao sol ver e ter o seu nome estampado e comentado pelo mundo a fora, isso é muito mais gratificante do que dinheiro. Por isso que a cada ano diminui a quantidade pessoas, acima de tudo seres humanos racionais que abraçam o carnaval e fazem com que o entrudo não perca seu espaço e suas tradições. nós foliões agradecemos aos blocos de rua, onde se misturam negros, brancos, ricos e pobres e respiramos e falamos a mesma coisa, não se perdendo o respeito não se comprando posto para ser melhor nem pior ..na verdadde esse é o nosso carnaval onde muitos deixam de ir pra nsapucaí para cuirtir com os arrastões!!!!!!!!!O RESTO Ã? EMPRESA!!!!!!!!!INFELIZMENTE O INVASOR O COLONIZADOR ESTÁ A SOLTA!!

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    05/11/2009 23:14:23fernando pestanaAnônimo

    Portela, eu nunca vi coisa mais bela, quando ela pisa a passarela e vai entrando na avenida... a historia de nosso povo e´também a historia do samba e das escolas de samba. com sua doce rivalidade, diferentemente do futebol. vejo sempre diversos personagens de escolas de samba diferentes visitando uma as outras, coisa que não acontece com o futebol. devemos unir forças e pedir que a lei rouanet para cinema e teatro tambem sirva para as escolas de samba. beijo no coração de todos.

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    05/11/2009 16:09:37Rafael e VanessaAnônimo

    Uma história linda e muito bem contada. Estamos muito felizes com essa iniciativa de homenagear uma personalidade tão importante para história do carnaval. Gostaríamos muito de participar desse momento tão alegre e emocionante. Memória é tudo! Parabens.

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    04/11/2009 10:46:53ianAnônimo

    Nossa!!! Estou verdadeiramente emocionado com esta crônica. Como sou feliz por ser PORTELENSE, mesmo estando aqui em Fortaleza. Parabéns LCM pela matéria e vida longa para tia Dora e tia Dodô e salve a PORTELA.

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    04/11/2009 10:44:44ianAnônimo

    Nossa!!! Estou verdadeiramente emocionado com esta crônica. Como sou feliz por ser PORTELENSE, mesmo estando aqui em Fortaleza. Parabéns LCM pela matéria e vida longa para tia Dora e tia Dodô e salve a PORTELA.

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    04/11/2009 09:18:24PauloMembro SRZD desde 16/03/2010

    Mais uma vez, belo texto sobre o carnaval e as escolas de samba. Ã? de emocionar. A trajetória das escolas desde a formação, daria um livro e tanto. Como diz o samba: se for falar da Portela hoje não vou terminar. Parabéns Luiz Carlos. Ã? linda a história da Portela, imagino como era isso naquele tempo. De arrepiar. Lembro aqui a sugestão de vocês cometarem sobre a característica de cada bateria. Um abraço.

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    04/11/2009 09:07:53HELENO COUTOAnônimo

    grandes são aqueles que tem um passado tão belo. como é como diz o samba que o grande MONARCO canta com orgulho. " SE EU FOR FALAR DA PORTELA HOJE NÃ?O VOU TERMINAR"

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    03/11/2009 01:21:00Sylvio Costa - Barra da TijucaAnônimo

    Grande Luis Carlos - Acabei de ler esta história, mais uma da minha querida Potela, com os olhos marejados de lágrimas, tomado que estou pela emoção e pelo orgulho de ter na figura de Tia Dodô, uma das maiores amigas que tenho no mundo do samba e por quem tenho verdadeira idolatria. Obrigado por me ter permitido, ao ler o seu texto, ter viajado pelas belas histórias que meu saudoso pai Cláudio Bernardo - de quem você, para minha felicidade, faz referência - contava acerca dessa verdadeira potência do samba. A minha alegria tornou-se maior ainda pela oportunidade de ter ouvido o maravilhoso samba de Alcides Lopes, cantado pela nossa gloriosa Velha Guarda, ANDO PENANDO. Um grande abraço, amigo.

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    02/11/2009 21:50:44EDUARDO TORRESAnônimo

    Obrigado Luiz por suas crônicas e parabéns por seu maravilhoso trabalho de resgate da memória dessa festa que é a maior representação cultural de nosso país. Seus textos são sempre emocionantes e cheios de detalhes de nossa história. Falar de Portela é falar de raiz, é falar da história do samba. Salve tia Dodô, salve Dora e todos aqueles que construíram essa nação em azul e branco. Ã? Portela, meu eterno amor! Eduardo Torres

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    02/11/2009 20:00:08Maria CecíliaAnônimo

    Gostaria muito de participar da festa de 90 anos de Tia Dodô. Precisamos valorizar os baluartes de nossa Portela!

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    02/11/2009 19:19:42jccacAnônimo

    LCM mesmo sem ser portelense tenho que cocordar com você. a portela é mesmo a Grecia. Quero saber sobre a festa da Tia Dodô . não vou perder por nada neste mundo.

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    02/11/2009 15:52:22DeniseMembro SRZD desde 08/04/2009

    Sensacional. A Globo já tem um sucessor para o Manoel Carlos, que sabe retratar com simplicidade a vida como ela é.

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