SRZD


27/01/2010 15h43

Aonde isto vai parar?
Luis Carlos Magalhães

Sou de um tempo em que era mesmo muito difícil assistir aos desfiles. 

Filas imensas, gente furando fila, colchonetes para passar a noite. Sei que é difícil vocês acreditarem ... mas, podem crer ... 

As arquibancadas nem de longe tinham a capacidade das de hoje; os ingressos infinitamente mais baratos eram acessíveis aos sambistas que tivessem maior determinação _ às vezes obsessão _ em ver sua escola passar. 
Estive lá em muitos carnavais, vi desfiles memoráveis. Em outros carnavais me misturava com o Cacique, com o Bafo, mesmo sem as fantasias. Ou ia às matinês do América: 
      
Hei de torcer, torcer, torcer
Hei de torcer até morrer
Morrer...morrer 

Assim os bailes começavam e terminavam; ninguém ficava parado. 

Mas a gente gostava mesmo era de samba, dos desfiles. Conheci muita gente para quem o carnaval ia até a sexta do ensaio geral da Mangueira. Vivíamos saltando de escola para escola, aprendendo os sambas, correndo atrás das garotas... a vida era mesmo muito difícil naquele tempo, sobretudo nesse último quesito aí ... 

Todo mundo "duro"; ninguém "pegava" ninguém, todo fim de noite aquele "zero a zero" irritante. 

Ir ao Império, à Imperatriz era a certeza de madrugadas inteiras à espera de condução. Portela... nem pensar... 

A gente acabava indo era à Mangueira, Vila e Salgueiro. E voltávamos a pé para casa, madrugada a dentro, cantando sambas, roubando leite. Quando íamos ao Cabuçu era festa... bem pertinho de casa... 

Eram os tempos do lendário "Só Para Quem Pode", ao lado da quadra, na Visconde de Niterói, junto ao Buraco Quente. Nenhum de nós ousava por os pés ali, naquele terreiro de bambas. Contentávamo-nos em ver o dia nascer, o sol raiar por trás dos muros da quadra. Sentíamo-nos donos do mundo ao contar isto na escola na segunda feira. 

Quando enfim chegava o carnaval já estávamos super satisfeitos. Tantas noitadas, tanta cerveja... e pouco, muito pouco beijo na boca... 

Depois tudo ficou diferente. A gente foi crescendo, começando a trabalhar, comprando ingressos já  mais caros e até já gostando de ver desfile pela TV. Pode? 

Portela ensaiando em Botafogo, no Mourisco, Salgueiro no Maxwell, algum dinheirinho no bolso, e o quesito "beijo na boca" melhorando consideravelmente. 

Depois o casamento, trabalho duro, distância da Sapucaí. Outras cidades, outros estados. Desfile pela TV com amigos e filhos pequenos. 
Beijo na boca... só  em casa, malandro... 

Com os super espetáculos vieram mudanças e novos rumos. Fundamentalmente o carnaval mudava de mãos, mudava de comando. Assumia outras proporções. Mais ou menos como a festa de Iemanjá de fim de ano. 

Muita coisa melhorou, ficou mais "bonita", outras nem tanto, perderam o rumo. 

E a gente seguindo em frente, a cada ano, na esperança de que seja mantida a harmonia entre o espetáculo a ser vendido e a cultura a ser preservada: a dialética do carnaval fazendo cada um puxar a corda para seu lado, como tudo na vida. 

Aí um dia inventaram os ensaios técnicos. Uma idéia simples, despretensiosa até. 

No início tratava-se de um desfile pré-carnavalesco com as escolas se apresentando "nuas" pela passarela, com suas baterias mostrando sua harmonia e seu canto. 
No ano seguinte já foi diferente. No outro, mais ainda... 

Escolas começaram a "descer" "trazendo" ora camisetas, ora uma ou outra fantasia para um público cada vez mais numeroso e interessado. O povo do samba percebia que aquilo ali além de ter muito a ver com ele tinha a ver com o bolso dele. Quantos ali, impossibilitados de pagar preços inalcançáveis, viam no acesso gratuito aos ensaios técnicos suas únicas possibilidades de contato com o samba, com os desfiles, sobretudo com suas escolas de coração. 

Para o povo que "fazia" o samba, e pra jornalistas e radialistas, a pista passou a oferecer um espaço, um ambiente formidável para abraços de reencontro anual, troca de idéias e de opiniões. 

As escolas se entusiasmaram e entenderam a festa como um cartão de visitas para o carnaval. Já queriam mostrar alguma coisa com alas inteiras vestidas com camisetas e até jácom fantasias de anos anteriores. 

A cada ano essa química evoluía na mesma medida em que a cada fim de semana mais um setor de arquibancadas era disponibilizado, tudo isto sem qualquer sinal de violência. E sem que um só centavo fosse cobrado. 

Verdadeira festa do samba, e dos sambistas... 

É claro que toda esta minha visão é da pista; fico daqui torcendo para que tudo esteja andando bem lá por cima das arquibancadas mesmo sabendo que toda a estrutura disponível é bastante limitada. 

A praça de alimentação e o grupo de pagode a postos já dava clima semelhante ao carnaval. Aos domingos atrações musicais ao gosto do público aí já com livre acesso à pista. 

Os ensaios técnicos passaram a ser uma atração a mais no carnaval e, claro, mais um problema para as escolas que passaram a arcar com um custo adicional de deslocamento antes inexistente: quem se importa? 

Nos últimos fins de semana as torcidas deram um sabor diferente mostrando seus orgulhos em faixas dispostas nas arquibancadas... Uma gigantesca bandeira da Unidos da Tijuca, no ensaio anterior, em cima do carro de som, fez vibrar de tal forma as cores da escola que parecia mostrar, sugerir às outras que seguissem seu exemplo e trouxessem também bandeiras imensas para seus ensaios. 

A bandeira imensa da Tijuca, tremulando diante daquele povo todo, foi um dos momentos mais fortes da temporada. Mostrava a força cada vez maior da escola. 

Se há algo a lamentar naquele ensaio retumbante-carnavalesco  foi o fato de a chuva ter encharcado sua bandeira fazendo com que a escola a trouxesse na pista, sem poder fazê-la tremular: foi uma pena, de verdade uma pena. 

Tomara que o regulamento não impeça e a bandeira tijucana possa passar  bem no alto marcando assim uma bela novidade deste carnaval.  

De tanta coisa boa que vi neste período, merecem destaque, só para ficar na Tijuca: 1) a forma "foliona" como a escola está passando - rolo compressor de alegria, desta vez; 2)  Ter trazido sua magnífica ala de passistas "bem na frente da bateria", diversamente de tantas outras, igualmente magníficas, que passam escondidas atrás do carro de som; 3) repito: aquela bandeira gigantesca tremulando no alto do carro de som.  
Os locais destinados às frisas, disputados por turistas no carnaval, estavam totalmente ocupado por sambistas e, creiam, por suas famílias. Muitos traziam seus pais - vi até algumas avós - ocupando um espaço inimaginável durante os dias oficiais. Quantas crianças ali de mãos dadas com seus pais, ensaiando primeiros passos, emprestando aos ensaios um clima familiar. 

Na minha cabeça, um dos maiores prazeres desses dias é olhar para aquela cerca divisória e perceber o clima daquele saudável reencontro da gente do samba com a arte que apreciam e a que têm acesso. 

Uma festa popular, quase desconhecida pelo resto da cidade. De graça como a velha festa da Penha, familiar como ela, musical como ela. Não sei direito como era a festa da Penha, mas acho tudo muito parecido, sem a polícia para baixar o pau, como antigamente. Aliás, o que não se vê ali, no espaço interno, é a presença da polícia, presença absolutamente desnecessária. 

Como a televisão não dá muita "bola" para aquilo, a cobertura fica limitada a algumas poucas e dedicadas rádios e muitos, muitos sites carnavalescos. Chega a ser curioso saber, ver e viver uma festa de tamanhas proporções sendo quase desconhecida de tão grande parte da cidade que mal sabe que ela existe. 

A impressão que se teve no último domingo era de que já não cabia mais ninguém. 

O corpo de bombeiros já começa a mostrar alguma preocupação com a quantidade de público. 

Como vai ser? Aonde isto vai parar? Onde vai caber tanta gente? 

O ano mal começou e fevereiro ainda está por chegar. Como estará aquilo no primeiro ensaio de fevereiro? Como estará quando o Salgueiro for fazer o teste de som? 

Quem saberá? 

No último domingo, certamente movido pela emoção de estar assistindo àquela festa de tamanhas proporções, fiquei a imaginar que o advento dos ensaios técnicos tenha sido a maior e mais positiva novidade do carnaval carioca dos últimos tempos. 

Uma iniciativa que por sua dimensão sócio-cultural se rivaliza com o advento do sambódromo e da cidade do samba. Quero dizer: representa para o sambista "afastado-financeiramente-do-desfile" importância tão grande quanto o sambódromo para o desfile e a cidade do samba para a produção carnavalesca. 

E, por ser assim, acabará por consolidar a existência de um "outro" espetáculo, destinado a um "outro" público. Um espetáculo maior que o próprio carnaval se considerarmos os mais de dois meses de sua realização. 

Um espetáculo sem a magia inigualável da data do carnaval, sem a "pilha" do som instalado; sem o glamour dos camarotes coloridos e enfeitados, sem a presença maciça da imprensa e das câmeras de todo o mundo; desnudado das atrações alegóricas dos carros e da beleza das fantasias. 

Sim, um espetáculo, vazio de tudo isto, todas estas coisas tão importantes para o carnaval. Mas um espetáculo definitivamente iluminado, sonorizado e imensamente colorido pela força maior da presença de toda aquela gente ali cantando e dançando. 

Aquela gente cujos antepassados inventaram uma nova maneira de brincar o carnaval, ali mesmo na Praça Onze. Com suas roupas simples, bem poucas fantasias, contando a história que aprenderam e mostrando a dança e o batuque que traziam no sangue. 

Essa mesma gente que está ajudando a reinventar uma outra festa, um outro carnaval, nem melhor, nem pior que o outro. Uma festa, apenas, tão diferente da outra. 

E aqui volto lá  atrás e me lembro de meus antigos companheiros; tão meninos ainda, que perambulavam pelos terreiros de samba do Rio de Janeiro, para quem o carnaval acabava antes mesmo de o carnaval chegar, ainda no sábado. 

Os ensaios técnicos têm sido tão formidáveis, tão carnavalescos, que já conheço gente que está achando que aquele desfile é melhor que o outro.  

Julinho, Gil e Sergio, que hoje seriam quase velhos sambistas, certamente pensariam assim. A eles dedico estas lembranças tão gratas para mim. 

Gil e Sergio porque já não estão mais por aqui; e Julinho porque a vida lhe impôs outros caminhos, ele que hoje já nem gosta mais dos carnavais.


Comentários
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    30/01/2010 22:12:21Ubiratan de Oliveira AraujoMembro SRZD desde 30/01/2010

    Parabéns! Lembrar outros tempos não é crime nenhum, nem poeira. Para os mais novos, é só usar as ferramentas do You Tube e etc e verão que existia vida em Carnavais passados, mas esses não voltam. Ninguém nega que os desfiles evoluíram, e o que temos hoje ainda pode se modificar e muito. Agora, o ponto principal da reportagem é sem dúvida a alegria dos ensaios técnicos. Ã? festa, é diversão, é paixão pela escola, é arquibancada lotada de gente que AMA as escolas (é só ver as torcidas se organizando). No desfile oficial, realmente falta isso, mas viva ele. Ã? pra ele que as Escolas se preparam o ano inteiro.

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    29/01/2010 16:00:44Vulva PavunaMembro SRZD desde 24/11/2009

    Meu Deus!!! Quanto tempo.... Imagine nos tempos do Faraó! Ai que arrepio, senti meu corpo cheio de poeira. Cruzessss!!!!!!

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    29/01/2010 04:40:43Alsan MatosMembro SRZD desde 08/04/2009

    Postado por:DANIEL | 27/01/2010 23:39:56 "Mas, é sabido que muitos que lá estão, não participarão do desfile oficial e muitos que não estão no ensaio, estarão no desfile oficial." Parabéns pela denúncia, DANIEL. Não podemos fazer vista grossa pra esse fenômeno.

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    29/01/2010 04:32:15Alsan MatosMembro SRZD desde 08/04/2009

    Muito legal o depoimento. O LC já é pra mim o melhor colunista do site. Mas fica a opinião à boca miúda, certo? Pra não causar ciúme no Eugênio, no Luiz Fernando e nos outros. Hehe // A LIESA esse ano, percebendo que os ensaios estão engolindo o desfile oficial em importância, já deram uma reduzida no calendário. Eu acho que em no máximo dez anos o formato obsoleto do desfile oficial não se sustentra mais. Talvez, como um vidente, o LC com toda sua experiência de vida no Samba esteja prevendo o que vai acontecer. // Sabiam que já existem pessoas, de brincadeirinha, "avaliando" os ensaios? Pra começarem a premiar é um pulo. A LIESA tá de olho, e não vai continuar alimentando "cobra", eu garanto a vcs...

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    29/01/2010 03:08:39Leonardo Vinicius CanedoMembro SRZD desde 12/05/2009

    Muito bom!

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    29/01/2010 02:55:34Carlos AndréMembro SRZD desde 10/11/2009

    Emocionante!

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    28/01/2010 18:33:39[email protected]@vio2010Membro SRZD desde 10/01/2010

    Fanstastico, maravilhos, extraordinario....Poucas vezes entrei como se eu estivesse no meio do texto ( e estava! ) Incrivel como minha percepção dos ensaios da Unidos da Tijuca não estavam erradas.. Vivi nos ensaios das escolas a magia do carnaval , do folião... os intregrantes Brincavam com o samba, sorriam, acenavam, se divertiam pra valer...Diretores de Harmonia ? Pra que ? não precisava...estavamos no Nirvana do samba...tinha mágica naquele momento, arquibancadas lotadas , pessoas vibrando e cantando e a escola mais e mais "subindo" aos céus e correspondendo aquela troca de energia com o povo. Estavamos livres de regulamentos, pontos, limites, jurados (ou quase jurados!)...efim tudo em prol da Folia pela Folia.. No fim do ensaio lembrei de imediato o que várias pessoas que estavam na escola certamente sentiu no seu coração : " Diga espelho meu , se na avenida alguem mais feliz que eu" ....isso mesmo...felicidade as pessoas estavam alegres. Faço votos que 2010 seja um ano inesquecível na era dos desfiles, temos sambas maravilhos uma das melhores safras, os barracões estão cada um mais bonito que o outro e o melhor, nosso povo reencontrando a essência do carnaval que é a alegria acima de tudo! Luis Carlos, você merece um prêmio por esse texto e saiba que certamente, mexeu com os sentimentos de vários foliões que amam e agradecem a deus por termos esse privilégio em nossas terras. PARABÃ?NS!!!!!!!

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    28/01/2010 15:49:26LUIZ ANTONIOMembro SRZD desde 13/05/2009

    Lindas lembranças, mesmo que alguns não tenham entendido que o fato de mencionar a Tijuca não tenha nada a ver com parcialidade e sim com o carnaval moleque que eles têm brncado na avenida. E não sou tijucano, antes de mais nada. Ao ler, lembrei-me de moleque, ao sair com a fantasia que meu tio tinha desfilado no dia anterior no Bafo do Bode, quando nem se sonhava com Renascer de jacarepaguá. Saudades dos Gualhardetes da Ilha pela parede, de coretos com banda pela cidade...O carnaval agora vai se reinventar co mcerteza e muitas vezes. precisaremos aprender a conviver com os patrocínios, co a grandiosidade e a LIESA, de uma vez por todas entender que não é subgrupo representanto subcultura pedindo subvenções. Ã? força de um grande espetáculo que gera milhões e precisa de respeito. E eu tenho 36 anos, e lembranças de décadas de carnavais aos relatos de meus saudosos avós...

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    28/01/2010 11:49:42newton duarteMembro SRZD desde 14/01/2010

    Fantástico,emocionante,saudosista,relem brando os grandes momentos da minha juventude,quando cumpria fielmente este roteiro comentado por vc. Parabéns Luis cada vez que leio seus textos minha admiração aumenta pela sua visão extremamente carioca e carnavalesca.Um bate papo contigo seria incrível e sem hora para acabar,meus sinceros respeito.

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    28/01/2010 11:10:09RaphaelMembro SRZD desde 05/01/2010

    Foi o melhor texto sobre o carnaval e afins que já li na minha vida. Parabéns.

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    27/01/2010 23:39:56DANIELMembro SRZD desde 21/07/2009

    Bela reportagem. Porém, não podemos deixar que a poesia de outrora carregue os ares dos tempos modernos, e também não podemos vendar os olhos para o grande comercio que a liga e as escolas comungam, com o "pretexto" de ensaiar. Concordo que o ensaio ajuda a escola a ter uma cronometragem mais próxima para o dia do desfile, além de reunir componentes significativos, como ala das baianas, das crianças, comissão de frente e algumas outras. Mas, é sabido que muitos que lá estão, não participarão do desfile oficial e muitos que não estão no ensaio, estarão no desfile oficial. Daí uma incógnita para todas as escolas, e motivo de em muitos casos, escolas que se dão bem nos ensaios acabam se atrapalhando no dia do desfile. O texto acima é muito rico e polêmico por demais.

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    27/01/2010 19:15:37MARCO ANTONIO GOMESMembro SRZD desde 19/07/2009

    BONS TEMPOS - PARABÃ?NS PELO ARTIGO. EM 1982 O IMPÃ?RIO SERRANO CANTOU " SUPER ESCOLAS DE SAMBAS S/A, SUPER ALEGORIAS, ESCONDENDO GENTE BAMBA QUE COVARDIA!!" AGORA NA ERA SAMBÃ?DROMO, O POVO QUE NÃ?O PODE PAGAR OS ALTOS PREÃ?OS DE ARQUIBANCADAS, TEM QUE SE ESCONDER NOS SETORES 06 e 13, RECUADOS PELA BURROCRACIA GAÃ?CHA-BRIZOLISTA , QUE SÃ? VEEM AS ESCOLAS POR UM TELÃ?O MILPE QUANDO, ELAS CHEGAM A PRAÃ?A DA APOTEOSE (CHAMADA TAMBÃ?M PRAÃ?A DO APOCALIPSE) JÁ ESTÃ?O SE DISPERSANDO. SERÁ QUE A EQUIPE QUE ESTÁ ESTUDANANDO O PROJETO DE DUPLICAÃ?Ã?O DO SAMBÃ?DROMO VAI TER CORAGEM DE TIRAR OS POBRES DO SETOR 06 e 13 DA ESCURIDÃ?O? E O LIXÃ?O QUE Ã? O SETOR 01? VAI SER REFORMADO? VÃ?O CONSTRUIR BANHEIROS, MELHORAR OS ACESSOS AOS MESMOS E LIMPAR O LIXÃ?O (MEIO FERRO VELHO) QUE FOI INSTALADO EM BAIXO DAQUELA ARQUIBANCADA? EU QUERO VER ESSA OBRA. EU QUERO VER UM CHOQUE DE ORDEM NO SAMBÃ?DROMO. SERÁ QUE ALGUNS DOS NOTÁVEIS DO CARNAVAL, QUE FALAM , FALAM, SOBRE O SAMBA COM GRANDE AUTORIDADE, NÃ?O VEEM ISSO? OU O PODER DA LIESA E SUAS CONCESSÃ?ES SEMPRE FALAM MAIS ALTO? ...CONTINUO INDIGNADO !!!!

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    27/01/2010 17:45:55DuduMembro SRZD desde 07/01/2010

    Parabéns pela matéria, mas não achei imparcial, mas tudo bem não acredito nisto mesmo, pois sei que em nós bate um coração, tristeza é a Liga não perceber isto, esta áurea. Com certeza o espetáculo seria outro com este público, ampliação já da Marquês de Sapucaí!!

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    27/01/2010 17:27:26pedroMembro SRZD desde 26/11/2009

    Cara, parabéns pela reportagem, eu que ter escrito um texto tão verdadeiro e descritivo.

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    27/01/2010 17:02:38antonio carlos oliveiraMembro SRZD desde 28/07/2009

    Luis simplismente vc falou no carnaval do povo, 0800 lindo aconchegante eu estava desfilando mais achei a mesma coisa q vc, pois tive minha familia me vendo passar na avenida de perto até parei para dar um bj nos meus filhos isso sim não tem preço, parabéns pois seu comentario e digno de nota 10.

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