SRZD


09/02/2010 14h19

Guerreiros da águia, agora é com vocês ...
Luís Carlos Magalhães

Foi outro dia mesmo... no último ensaio técnico da Portela.

Eu vi de longe aquelas bandeiras lá no final, olhei vocês ali, passando.  Era uma coisa tão forte como a que sinto sempre quando vejo vocês lá no alto na arquibancada.

Eu ficava ali olhando e não via ninguém em pé, só as bandeiras expostas até que o desfile começasse e com ele a festa. A vontade que dava era subir e ficar ali com vocês...

Ali, perto de vocês que acreditam tanto... vocês que acreditam mais do que cada um de nós.

Aí eu fico pensando em todo esse tempo sem títulos, em como isto significa para nós e na festa que todos nós faremos quando esse tempo acabar.

E ficava ali pensando naqueles momentos, naqueles carnavais em que chegamos ali, que fizemos tão bonito, mas não fomos campeões.

Em muitos anos fomos superados por outras escolas, com toda certeza. Em outros quase ganhamos... mas acabamos ficando em segundo, ou terceiro, como já aconteceu  em relação à Mangueira, Salgueiro e tantas outras.

Mas naquele dia do ensaio técnico, vendo vocês ali... aquele entusiasmo, aquela dedicação, aquela fidelidade fiquei pensando nos outros desfiles em que os deuses do carnaval foram tão injustos.

Como os deuses do carnaval puderam ser tão injustos com a Portela.

Um desses momentos foi no carnaval de 1984. Vocês sabem, o primeiro desfile do sambódromo; parece que a escola sabia que ali começava uma nova era dos desfiles, nada mais seria como antes. Parecia que a escola se preparava para os novos tempos indo buscar na sua galeria de heróis os nomes de Paulo da Portela, de Natal e de Clara Nunes.

Nada mais forte, nada mais apropriado para aquele momento. Os carnavalescos Edmundo Braga e Paulo Espírito Santo desenvolveram para eles um enredo de verdade em torno de contos e de mitos a eles relativos.

Como o Orixá Oranian criou o mundo, Paulo criava a Portela, dando-lhe energia e rumo.

Como Oxossi garantiu o ambiente para que a vida prosperasse, Natal fortaleceu e fixou a escola impondo sua majestade durante o tempo em que reinou em Oswaldo Cruz e Madureira.

Como Yansã fez brotar  a vida, o cotidiano... Clara veio de Minas, de tão longe, para cantar aqui nossas histórias, nossas glórias, pedaços mais bonitos da história mais bonita de todas essas décadas.

Dedé da Portela e Norival Reis compuseram um dos sambas mais bonitos de nossa história moderna. Um samba incomparável, riquíssimo em sua poesia e em melodia.

E veio um desfile comovente, cheio de brios e brilhos superando todas as escolas daquele dia.

No outro dia a Mangueira veio deslumbrante trazendo Braguinha, com Braguinha e tudo, encantando a todo mundo. Veio deslumbrante, foi a última a desfilar e fez aquele retorno histórico, inesquecível.

 Ali começava a prevalência de vitórias do segundo dia de desfile, tal como vemos até hoje: a última impressão é a que fixa mais, Mangueira supercampeã.

Qualquer uma poderia ganhar, e deu Mangueira, como tão bem sabemos.

Puro capricho dos deuses do carnaval.

Mas, para mim, Guerreiros, outro momento desses, para mim mais forte ainda se deu mais tarde no carnaval de 1995, já havia tantos anos sem vitória.

Eu havia me separado e... digamos, andava por aí.

Voltava a frequentar a quadra e sentia a força daquele enredo. Não gosto quando a Portela faz carnaval em torno de temas. Naquele tempo já não gostava de muitos dos temas escolhidos, tanto como não gosto nos dias atuais.

Acho que a Portela é  muito mais Portela quando conta uma história com cabeça, tronco e membros, com começo, meio e fim. Assim como foi em boa parte de seus melhores e vencedores desfiles do nosso tempo.

Naqueles já distantes anos, tal como hoje, achava que a Portela só precisava de um grande enredo para vencer. A partir dele, nossa ala de compositores faria o mais belo samba, a escola faria o resto com a fé dos guerreiros apaixonados pela escola, vocês e tantos e tantos outros pelo Brasil afora.

Eu saia de casa às quartas-feiras e ia para os ensaios. Para os ensaios e para ver Andréia Machado e Jerônimo dançar. Ia também para ver nossos passistas em roda barbarizando. Foi um tempo que havia passistas a rodo barbarizando na quadra.

Eu, cansadão, partia para Madureira. Ia ver Jerônimo? ia; ia ver os passistas? Ia, mas Guerreiros...tenho que dizer que ia acima de tudo para ver Andrea Machado.

Muito linda, com aquele sorriso marcante, aquele cabelo todo, com tanta, tanta graça a rodar, rodar, rodar, rodar, rodar.

Impressionante como Andrea Machado estava linda naquele carnaval.

Mas ia também, Guerreiros, para ouvir o samba. Que samba era aquele? Não acompanhei a disputa e na quadra já se cantava o samba escolhido que era de Noca, Colombo e Gelson.

Sambaço !!!

A quadra literalmente "urrava" com aquele samba. Era um enredo fantástico criado por José Felix contando a evolução do nosso carnaval, a partir do canto e da dança dos escravos nas senzalas. Contava da Praça Onze, berço das nossas fantasias, dos bondes, de Pierrot e Colombinas, de serpentinas e confetes.

Nenhuma novidade aí, quantas escolas já contaram isto... mas, acontece Guerreiros, que ali era a Portela. Com seu jeito próprio de cantar, um enredo que propiciou a sua ala de compositores um samba memorável, inesquecível. E, com ele Guerreiros, um desfile memorável, inesquecível.

E com Andrea Machado linda com sua bandeira, não sei se já falei isso.

Sabe, Guerreiros, acho que no passado não fiz outra coisa na vida a não ser me apaixonar por porta-bandeiras. Não que eu tivesse conseguido algum êxito, com Andrea ou com qualquer outra, mas hoje quando encontro uma ou outra, já senhoras, sinto muita vontade de contar "tudo" para elas.

E veio o desfile. Nossa escola "riscou" tudo... geral... A bateria do Mug, ali com Rixxa e Carlinhos de Pilares... aquele samba lindo:

      Bate o bumbo, lá vem Zé Pereira

      E faz Madureira de novo sonhar

      A Portela não é brincadeira

      Sacode a poeira

      Faz o povo delirar

Pois foi o que aconteceu naquela naquele domingo: a Portela sacudiu a poeira.

Quando saiu o resultado... deu zebra; quer dizer , deu jegue.

A Imperatriz venceu com aquele carnaval do Jegue. Bi campeonato. Um grande carnaval da Imperatriz, sem a menor dúvida.

Foi uma apuração disputadíssima entre Portela, Imperatriz, Beija Flor, Mocidade e Salgueiro. Mangueira ficou um pouco abaixo.

Dei uma olhadinha no arquivo do Galeria do Samba e vi lá que foi por meio ponto.  Imperatriz fechou completo com 300 e Portela perdeu só meio ponto. Acho até que foi em alegorias, quesito imbatível para a Imperatriz daqueles anos.

Até então a Portela havia sido a única escola a fechar a pontuação máxima, sem perder ponto em nenhum quesito. Foi no carnaval de 1953, o tal carnaval da "guerra" com o Império Serrano, o tal carnaval que durou dois anos. O tal carnaval em que o menino Candeia, com 17 anos, venceu o samba enredo. Ele, honra e glória da Portela: Seis Datas Magnas.

Carnaval mais importante, mais desejado da história da escola. Talvez o mais comemorado pelas circunstâncias que o envolveram.

Agora, mais de quarenta anos depois, a Imperatriz alcança o mesmo feito, justamente para derrotar a Portela.

Puro capricho dos deuses do carnaval.

E agora chega esta segunda-feira da semana do carnaval. Temos problemas de atraso no barracão, temos um tema que não me fascina e um samba que vai cumprir sua missão. Vi os animadores ensaios de Madureira e o último da Sapucaí.

Por isso, Guerreiros, por tudo isto que vocês tão bem sabem, por toda nossa história, por tudo que sinto quanto vejo suas faixas e bandeiras nas arquibancadas, por tudo isto é que a esperança renasce de a vitória vir este ano.

Quem poderá saber?

Do primeiro desfile de 1935 até o último título, 1970, foram 36 carnavais. Considerando que em dois deles não houve campeões, vamos considerar 34 os títulos disputados. Destes a Portela se saiu vencedora em 19 vezes. Mais da metade.

Corrijam aí, Guerreiros, se eu estiver errado.

Nesse período não ficou nenhuma vez sem ganhar título por período superior a três anos.

A razão maior de tal êxito é clara. Nesses anos a escola teve à frente duas das maiores lideranças de toda a história do samba: Paulo da Portela e Natal.

Dispunha de estrutura operacional e dirigentes com grande experiência acumulada ao longo de trajetória tão vitoriosa.

Sob a liderança de Natal a escola contava com seu patronato, coisa rara então, e por isso mais ainda definidora de resultados do que é hoje.

Tudo isto atravessando, em boa parte desse tempo, a tempestade transformadora do Salgueiro na década dos anos 1960.

Mas e depois disto. O mundo caiu? Desaprendemos tudo? Alguém colocou o nome da Portela na boca do sapo?

Claro que não!

De 1971 até1984, em 15 carnavais a escola fez  7  belos desfiles alterando primeiras e segundas colocações  já entrando na era das super escolas de samba, na era dos patronos, e já sem suas grandes lideranças do passado. Dois carnavais quase-vitoriosos (1980-Hoje Tem Marmelada e 1984-Contos de Areia).

Nem melhor nem pior, apenas uma escola que enfrentava novos tempos.

Vale lembrar aí  já a presença forte de "patronos" com ajudas pesadas em escolas que despontaram e conquistaram posições de ponta no cenário de então: Beija-Flor, Mocidade, Imperatriz, sem contar a presença insinuante da União da Ilha.

Os tempos difíceis surgem a partir de 1985 e chegam até hoje.  Apesar do magnífico desfile inaugural do sambódromo não se pode negar que naquele espaço a escola não conseguiu confirmar seu passado de glórias.

Foram 25 carnavais em que por 14 vezes a escola sequer desfilaria no sábado das campeãs.

Todos os guerreiros da águia do Brasil amargaram nada menos que 3 sétimos lugares; 6 oitavos lugares; 4 décimos lugares e 1 décimo terceiro lugar.

Já na era dos grandes espetáculos visuais, era em que os carnavalescos fizeram a diferença, é revelador o fato de os carnavalescos contratados pela escola neste período não terem "vingado" como vencedores.

Não venceram nem na Portela nem em nenhuma outra escola. E aqui se faz exceção a Alexandre Louzada, ainda em formação e que seria campeão em 1998 na Mangueira de Chico Buarque, e Ilvamar Magalhães que seria campeão em 1988 com Kizomba.

 Olhando de hoje para trás não vemos a Portela figurando nenhuma vez  como tendo em seus carnavais aqueles carnavalescos que formaram um condomínio de escolas  vitoriosas: João/Arlindo/Pinto/Lage/Max/Rosa.

Nos tempos atuais, já  sob a nova direção, a escola contraria o argumento acima obtendo sua melhor classificação nesses "tempos difíceis" com dois carnavalescos identificados muito mais com os grupos de acesso; Lane Santana e Jorge Caribé. Da mesma forma aconteceu com seu mais bonito desfile desses tempos dirigido por um jovem carnavalesco que só a partir de então despontaria para o time principal: Cahê Rodrigues.

São tempos em que o binômio PATRONO+PATROCÉNIO aproxima a escola do título. Salvo as exceções que sempre ocorrem, a escola com patrono e sem patrocínio tem alguma chance. A que tem patrocínio e não tem patrono também tem alguma. A que tem os dois sai na frente. A que não têm nem um nem outro fica quase sempre fora da disputa.

A Portela hoje está  de volta ao "trilho" dos grandes desfiles. A prova disto está em que o Portelense hoje voltou a acreditar em sua escola.

Os enredos têm ajudado a captar patrocínios, mas não tem "alavancado" a escola o suficiente, muito menos propiciado sambas memoráveis. Os compositores acabam tirando leite de pedra.

Depois de todo caminho trilhado pela nova direção, considero que o resultado é muito positivo. A grande questão hoje é equacionar a necessidade de alavancar recursos com a necessidade de fazer um desfile arrebatador.

Em resumo, Guerreiros, acho que a escola está madura para o título.

Falta a ela um enredo ARREBATADOR, que verdadeiramente faça a diferença.  Que motive sua ala de compositores a fazer um samba ARREBATADOR. Que motive seus componentes a fazer um desfile ARREBATADOR. Que ARREBATE as arquibancadas, que ARREBATE sua apaixonada torcida e que não deixe alternativas ao corpo  de jurados senão o reconhecimento final.

Enquanto um enredo arrebatador não chega, Guerreiros, a Portela, que foi a primeira a ter um hino (hino, mesmo!), a primeira a ter uma torcida organizada, vai riscar sim a pista, cantando e dançando muito, como esse estivesse clamando aos deuses do carnaval que não esqueçam nem o carnaval de 1984 e nem o carnaval de 1995.

Principalmente o carnaval de 1995, carnaval em que nossos passistas foram incomparáveis, que o samba era a nossa cara; carnaval em que Andréa Machado estava linda, não me lembro seja falei isto aí em cima.

      ABRAM ALAS

      DEIXA A PORTELA PASSAR

*** Fonte de pesquisa: www.galeriadosamba.com.br

*** FOTO: http://adoradoresdaaguia.blogspot.com/2008/08/monarco-da-portela-recebe-alta-e-sai.html


Comentários
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    24/02/2010 22:36:40FranciscoMembro SRZD desde 16/06/2009

    Clóvis, a Mangueira foi inferior à Beija-Flor em 84? Vc viu os dois desfiles? A Mocidade sim esteve espetacular mas a Beija, em 84, nem tanto (se comparada a Mangueira). Agora em 87 cito pelo menos 5 superiores à Mangueira e aquele desfile picolé de chuchu (vale dizer que Brizola já não era mais governador, pois em 86 foi uma das duas únicas vitórias da Globo pro governo do Rio após a redemocratização, graças ao Plano Cruzado do Sarney, Beluzzo e Cia. A outra foi em 94, ano do plano Real do FHC e que teve Ciro gomes como ministro na época da eleição). Voltando pra o rol de injustiçadas no ano da moratória: Salgueiro (belíssimo enredo do Renato Lage), Império (maravilhoso, com um samba bem legal), Vila (plasticamente a mais bela, samba espetacular do Martinho sem rima), Portela (a que mais levantou o público com um samba lindo e um enredo autoral que hoje poderia render ótimas soluções, uma reedição com um carnavalesco competente daria ao menos uma saculejada na acomodada Portela, melhor do que invetar enredo troncho como esse ano), e finalmente o extraordinário enredo do Fernando Pinto pra estrela guia de Padre Miguel: TUPINICÃ?POLIS. Quanto a mangueirenses achar que a velha Manga é acima do bem e do mal, faz parte de uma amor cego por uma agremiação. Em 92 os independentes se achavam hour-concours, em 88 teve gente da Beija que reclamou do título de Kizomba, há quem reclame do Ita ter ganho e também fala mal de desfiles frios. Está intrínseco às torcidas. Quanto ao passado de escolas metidas com políticos, cada uma tem seu pecado, a Mangueira foi protegida de Brizola. Em 86 a Imperatriz homenageou Brizola, noive anos depois foi patrocinada pelo coronel Tasso Jereissati. A Beija-Flor bajulou a ditadura militar que exilou, censurou, troturou e matou milhares de civis, em 89 teve aquela apresentação espetacular, em 2003 num enredo ultra-mionésico pôs uma escultura do Lula que seis anos depois assiste in loco a exibição

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    19/02/2010 20:59:57Rodrigo DarlanMembro SRZD desde 24/06/2009

    cLOVIS, MANGUEIRA Ã? UMA ESCOLA ACIMA DO BEM E DO MAL!!! e NÃ?S NÃ?O SOMOS a deusa da passarela, não somos a MaJestade do samba, nem um Império do samba, ou Imperatriz; MANGUEIRA é PEBLE do SAMBA MESMO. A PLEBÃ?IA DO SAMBA!!! MANGUEIRA Ã? POVO, POVO, POVO... E OS kARL mARX DA VIDA SEMPRE ESTARÃ?O DO NOSSO LADO!!! Reclama do Brizola , mas se não fosse os bicheiros, na época, a governadora seria a Sandra Cavalcante. E Sandra Cavalcante iria mostrar o que é Nilópolis para ela: lugar de aborígenas que não tem nada que vir para o Rio, pois pobreza o Rio já possuia demais!!! A MANGUEIRA IA ESTAR futricada na mão dela, mas todas as outras também!!! Lugar de favelado é na favela , diria ela, portanto cada um no seu quadrado...desceu a cidade pra sambar (coisa devassa e de preto), o coro ia comer, ah se ia... UM VIVA AO BRIZOLA!!! E CONVENHAMOS , A ESTES BICHEIROS, QUE IMPEDIRAM O MAIOR ROUBO ELEITORAL DA HISTÃ?RIA!!! Até rimou...rsrsrsrsr

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    18/02/2010 21:41:09ClovisMembro SRZD desde 07/04/2009

    Francisco, aindo sou mais a DEUSA DA PASSARELA ter ganho com Todo Mundo Nasce Nu (apesar desse ano ser da Mocidade) do que o Brizo...digo a Mangueira ganhar com um desfile nitidamente inferior tanto a Mocidade quanto a Beija-Flor. Engraçado, se a Mangueria e tudo isso que falam a abaixo, porque ela não se torna Hour-Concours...ficaria acima do bem e do mal com seus baluartes semi-deuses, seus compositores titânicos e não se misturaria a essa 'ralé' das outras escolas. Imagine, uma escola SUPER CAMPEÃ?, se misturar...descer degraus, ao invés de estar no Olimpo do samba. Ou será que ela está mais para Madre Tereza de Calcultá..kkkkkkkkkkkkkkkk

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    15/02/2010 18:01:39FranciscoMembro SRZD desde 16/06/2009

    Fonte da pesquisadas notas: Vídeo do desfile das Campeãs 95; www.apoteose.com

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    15/02/2010 17:57:35FranciscoMembro SRZD desde 16/06/2009

    Algumas considerações a respeito da Portela era Sambódramo. A Águia perdeu pro jegue em 95 no quesito EVOLUÃ?Ã?O. A imperatriz naquele ano ficou com nota máxima porque a menor e a maior foram descartadas (algo que voltou este ano), três dos 50 jurados deram 9.5 à escola de Ramos (inclusive em enredo!) Em 1989 e 2001 a Gresil teve 10 de todos os jurados, assim como a Mocidade em 90 (ufa!), se não fosse assim o chatíssimo desfile da Beija ("Todo mundo nasceu nu") teria levado o campeonato. Já esse é mais subjetivo: você não gostou do desfile de 87? Foi lindo, um samba maravilhoso num ano em que a Mangueira ganhou porque Carlos Drumond de Adrade tava pra morrer. Em 91 a Mocidade sobrou, deitou e rolou. Mas será que a Portela não merecia mcoisa melhor que o 6º lugar? Assim como 2002 com um enredo sobre o Amazonas, algo bisado em 2004. Devido a apresentações infelizes a Majestade do Samba perdeu a moral em relação aos jurados que por vezes penalizaram-na em demasia (em 2002 dois jurados tiraram 39 décimos da águia em harmonia, 6 amis que a São Clemente). Ruim é ao invés de tentar se firmar, ficar chorando as parcas oportunidades de ser campeã nos últimos 25 anos. Salgueiro (18 e 16), Mangueira (11) e Beija-Flor (15) passaram por longos hiatos mas (re)construíram uma base sólida para voltar a ganhar, a Portela vem de duas excelentes colocaçãoes , mas vive desfazendo times...

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    11/02/2010 10:35:11Mauricio Fonseca MachadoMembro SRZD desde 06/02/2010

    ACHO QUE TANTO DEIXAR DE APRESENTAR UM CARRO, CARRO QUEBRADO, LUZ QUE NÃ?O ACENDE ETC, QUALQUER TIPO DE PROBLEMA DEVE SER RETIRADO PONTO NO SEU DEVIDO QUESITO. SÁO QUE ISSO NÃ?O ACONTECE PARA DETERMINADAS ESCOLAS. SÃ? TIRAM PONTOS QUANDO NÃ?O Ã? A VEZ DE UMA OU OUTRA GANHAR

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    11/02/2010 09:29:25julio_sanMembro SRZD desde 13/04/2009

    Não gosto do artigo soa como uma reivindicação, quer dizer que um título é devido à Portela? Então que ganhe vindo bem ou mal, é muito chororo. E aos que alegam que a Imperatriz venceu sem entrar um carro eu pergunto o que é mais insensato isso, ou levar o título passando com alegoria quebrada?

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    10/02/2010 22:13:14Luis Carlos Magalhães de Souza RibeiroMembro SRZD desde 26/06/2009

    Felipe Bernardo também. Valeu pela correção.

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    10/02/2010 22:08:34Luis Carlos Magalhães de Souza RibeiroMembro SRZD desde 26/06/2009

    Julinho, também acho. Estou pesquisando esse período para escrever. Me aguarde. Me mande o que v. sabe. Alex: Valeu pela correção, prometo ficar mais esperto. O erro não está no fonte de pesquisa. Foi bobeira mesmo. Valeu mesmo!

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    10/02/2010 21:20:08Rodrigo DarlanMembro SRZD desde 24/06/2009

    Ã? importante esclarecer o que foi o SUPER-CAMPEONATO. Este não está correlacionado com os desfiles ocrridos no domingo (PORTELA CAMPEÃ?) e na segunda (MANGUEIRA CAMPEÃ?). A Beija, Imperatriz, Mocidade e Salgueiro poderiam levar o INUSITADO TÍTULO TAMBÃ?M. Tratava-se de outras regras, outro regulamento e outro objetivo. Ganharia a escola com melhor evolução, canto, bateria e se levaria em conta a comunicação com o público e outra coisa muito importante: utilizar a Praça da Apoteose da forma mais criativa possível. Competiram as três primeiraS colocadas de cada dia (e do zero). FANTASIA, ALEGORIA, CONJUNTO, ENREDO Estavam fora da avliação. O objetivo era combater a idéia de que a Marquês de Sapucaí era imprópria ao espetáculo, por ser fria e distante do público. Esta competição não foi tira-teima entre Mangueira e Portela. Não foi para se possibilitar que em apenas um ano uma escola ganhasse duas vezes, uma vez que a Beija , por exemplo poderia ter sido a campeã. O termo SUPER-CAMPEONATO foi escolhido para delinear o que seria uma SUPER-ESCOLA DE SAMBA nos novos tempos da Sapucai, combatendo o conceito de Super-escola de Samba de um enredo da Gloriosa IMPÃ?RIO SERRANO, que o relacionava a grandes alegorias , luxo, e fantasias que APENAS FAZEM ESCONDER GENTE BAMBA. Como se Vê o critério adotado è o único da HISTÃ?RIA DA MARQUÃ?S DE SAPUCAI totalmente dentro dos princípios defendidos pelos GRANDES e VERDADEIROS SAMBISTAS. MANGUEIRA SUPER-CAMPEÃ?!!! Campeonato oficial e o único adotado dentro dos critérios que seria uma verdadeira Escola de Samba para todos os GRANDES BAMBAS. Não seria exagerado dizer que forma os grandes bambas históricos da época que fizeram o regulamento para eleger aquele que de fato foi o melhor desfile de Escola de Samba. Critérios estes, que em termo de massa, só os mangueirenses apreciam e valorizam.

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    10/02/2010 21:00:59Rodrigo DarlanMembro SRZD desde 24/06/2009

    Ã? importante esclarecer o que foi o SUPER-CAMPEONATO. Este não está correlacionado com os desfiles ocrridos no domingo (PORTELA CAMPEÃ?) e na segunda (MANGUEIRA CAMPEÃ?). A Beija, Imperatriz, Mocidade e Salgueiro poderiam levar o título de Super-campeã. Tratava-se de outras regras, outro regulamento e outro objetivo. Ganharia a escola com melhor evolução, canto, bateria e se levaria em conta a comunicação com o público e outra coisa muito importante: utilizar a Praça da Apoteose da forma mais criativa possível. Competiram as três primeira colocadas de cada dia e do Zero. FANTASIA, ALEGORIA, CONJUNTO, ENREDO Estavam fora da avaliação, só não saberia afirmar se MS e PB também estaria fora da avaliação. O objetivo era combater a idéia de que a Marquês de Sapucaí era imprópria ao espetáculo, fria e distante tal como MANGUEIRA E IMPÃ?RIO, principalmente os sambistas e Personalidades importantes destas duas escolas, AFIRMAVAM! MANGUEIRA LEVOU O PÃ?BLICO AO DELÃ?RIO , utilizou o espaço Praça da Apoteose da melhor maneira possível, diria de forma imprevisível e histórica e arrebatou o público. Esta competição não foi tira teima entre Mangueira e Portela. Não foi para se possibilitar que em apenas um ano uma escola ganhasse duas vezes, uma vez que a Beija , por exemplo poderia ter sido a campeã. Mangueira se orgulha muito deste título pelo fato de ser ciente que se toda competição tivesse apenas tais critérios- tidos como relevantes apenas por mangueirenses- ela seria CAMPEÃ? quase todos os anos!!! o termo SUPER-CAMPEONATO foi escolhido para delinear o que seria uma SUPER-ESCOLA DE SAMBA nos tempos da Sapucai. Combatendo o conceito de Super-escola de Samba de um enredo da Gloriosa IMPÃ?RIO SERRANO, que relacionava o termo com escola de grandes alegorias e luxo, que ESCONDIA GENTE BAMBA. Como se Vã o critério adotado não deu vez ao luxo e alegorias e fantasias imponentes e premiou aquela que foi a melhor ESCOLA DE SAMBA DE FATO

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    10/02/2010 19:55:25Marcelo Gomes GruttMembro SRZD desde 11/06/2009

    Ã? Valnei Ribeiro, você tacitamente acabou confirmando o que todo mundo já sabia, uma escola campeã, deixa o seu samba campeão na memória de MUITOS por MUITO tempo. "Gosto que me enrosco", TODOS lembram, enquanto que o "Samba do jegue", só você.

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    10/02/2010 19:34:21Marcelo Gomes GruttMembro SRZD desde 11/06/2009

    Maravilha a sua crônica, li percebendo os sentimentos como meus também. Só incluiria na lista dos carnavais injustiçados, "A Ressureição das Corôas", 1993, onde a Portela foi roubada, assaltada à mão armada pela BF.

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    10/02/2010 16:47:55Mauricio Fonseca MachadoMembro SRZD desde 06/02/2010

    TUDO BEM NÃ?O ESTOU SEGURO A FALAR SOBRE O REGULAMENTO DE 1995, MAS REALMENTE A FALTA DE UMA ALEGORIA NÃ?O TIRAVA PONTO EM 3 QUESITOS? ENREDO Ã? AFETADO, CONJUNDO Ã? AFETADO E ALEGORIA, POIS UMA NÃ?O APARECEU E A HISTÃ?RIA FICA SIM PREJUDICADA. ME DESCULPA MAS O IMPERATRIZ NÃ?O FOI O MELHOR CARNAVAL NEM DE LONGE DA ROSA, O CARNAVAL DE 96 QUE ELA PERDEU PARA UM CARNAVAL COMUM DO RENATO NA MOCIDADE FOI MUITO MELHOR. A PORTELA 95 FOI A MELHOR LONGE. MAS CONCORDO QUE PARA UMA ESCOLA COM O NOME DE PORTELA, SÃ?O POUCOS CARNAVAIS QUE ELA PODERIA GANHAR, MUITO POUCOS MESMOS. ELA TEM MAIS DESFILES RUINS DO QUE BONS, INFELIZMENTE. CONTINUO ACHANDO QUE ELA TEM QUE ACHAR SEU PRÃ?PRIO CAMINHO, UNINDO TRADIÃ?Ã?O E MODERNIDADE, PARA ISSO ELA NÃ?O PRECISA FICAR IMITANDO ESTILOS DE OUTROS E TENTANDO SER O QUE NÃ?O Ã?. PRECISA MAS DO QUE A RAÃ?A PORTELENSE QUE Ã? O QUE SUSTENTA A ESCOLA A VÁRIOS ANOS

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    10/02/2010 16:46:22AlexMembro SRZD desde 10/02/2010

    Sr LCM. Algumas colocações estão erradas. A Portela foi campeã em 1980 e 1984. O supercampeonato da Mangueira foi um campeonato extra, o carnaval já tinha acabado, não deve ser levado em conta, o que vale é o desfile á vera, domingo e segunda. As únicas escolas a conseguir pontuação máxima em todos os quesitos no grupo especial do Rio são: Portela em 1953 e 1980, Beija Flor em 1980 e Imperatriz em 1980, 1989 e 2001. Nesse caso devem ser contadas as notas descartadas e em 1995 a Imperatriz teve notas menores que dez descartadas, em 1996 a Mocidade também, etc. Em 1990 a Mocidade tirou 10 em todas as notas dadas pelos jurados mas perdeu 5 pontos em dispersão. Fonte: apoteose.com. Portanto a Portela não perdeu essa hegemônia em 1995 mas em 1980.

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