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18/04/2010 10h02

Luis Carlos Magalhães: Nos tempos da balança - bambas, bandas e pernadas
Luis Carlos Magalhães

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Quando eu era pequeno, lá na Rua Cabuçu, no Lins de Vasconcelos, havia um bloco da rapaziada mais velha chamado "Juventude".

Era assim:

"Se você gosta do samba
Vem pra juventude sambar
Boa Noite".

Eu ficava por ali brincando e vendo aquelas coisas todas. A influência direta era do pessoal da Unidos do Cabuçu que ficava ali bem perto de onde morávamos e que naquela época era uma escola de "responsa", com muita tradição. Pode perguntar a qualquer um. Muito antes de a Terezinha Monte chegar.

"O Cabuçu lugar bom de se morar
Lá do alto do morro
Se avista a cidade e um pedaço do mar".

E aí havia uma hora lá que o pessoal abria uma roda em torno de um sambista no centro e outro que ficava sambando e gingando em frente e em torno: um festival de pernadas:

"É Piau
Pula por cima do pau ô piau
É Piau".

E ia assim pela noite, com versos sucessivamente improvisados independentemente do ensaio do bloco. Algumas vezes era pra valer e outras eram mais encenação. Para nós da garotada era "à vera" ou "à brinca", como na bola de gude.

Eu sei é que a gente, os "pequenos" acabamos brincando também aquele jogo de pernadas, de banda, dos "grandes".

Só muito tempo depois, já "grande", já devorador de livros e de histórias da cultura popular, vim saber que naqueles dias lá atrás eu estava fazendo parte da roda da história do povo carioca, da tradição da sua cultura. Vim a entender que aquilo que via e acabava fazendo se chamava "batucada".

Até então batucada era só aquele encontro em que se batucava nos taróis, nos surdos e repicadores para acompanhar os sambas do "Juventude".

Aí, com o tempo, comecei a ouvir falar de uma tal "balança" que ficava lá para os lados da Praça Onze onde se encontravam os maiores batuqueiros do Rio de Janeiro.

Sempre a Praça Onze...

Até hoje, por mais que já tenha pesquisado, perguntado, não consegui saber e-xa-ta-men-te onde ficava a tal "balança". Na minha cabeça, ficava ali por trás da Escola Benjamin Constant em cujas escadarias se postavam as comissões julgadoras dos desfiles da década de 30.

Imagino que a "balança" tenha sido demolida a partir de 1942 com a remoção da Praça para dar passagem à Avenida Presidente Vargas. Sua referência permanece na memória popular, como tudo da mágica Praça Onze, e é citada aqui e ali pelos autores que contam a história carioca, sobretudo os que falam da legendária turma do Estácio.

Não há um único autor que não se refira a Baiaco e Brancura como dois dos mais afamados batuqueiros da "balança", além de compositores integrantes daquela histórica geração. Inúmeros são os sambas que a ela, a 'balança', se referem, dentre eles o mais bonito de todos: "Tempos Idos", em que Cartola e Carlos Cachaça recordam aqueles tempos, cheios de saudades.

Curioso destacar que ali na "balança", tanto quanto na Festa da Penha, ponto anual de embates de batuqueiros, podia-se ver algo como uma extensão da fidelidade pelas escolas e redutos de samba. Cada um cuidava de trazer preso a seu chapéu uma fita identificadora de sua origem. Quem trazia o azul era da Portela; de vermelho vinham os do Salgueiro ou do Estácio, verde do Império e os de rosa que...vocês sabem...

Na verdade a roda de batuqueiros era tão presente, uma atividade tão atraente para os valentões do samba, que não dava para ficar restrito a um só lugar e nem se podia esperar um ano inteiro pelo mês de outubro da Festa da Penha. Havia "batucada" também no Tabuleiro da Baiana, no Largo da Carioca. Também no Largo do Machado, no Jardim do Méier, na Central e na Taberna da Glória.

A "balança" era a mais famosa, concorrida e a que mais conferia patente de bamba àqueles que se tornavam conhecidos por nunca se deixarem derrubar. E, além de tudo, ficava na Praça Onze, reduto de sambistas.

Hoje sabemos que o nome é referência a um equipamento da Prefeitura do então Distrito Federal destinado a pesar carga de carroceiros limitando-as de forma a não sobrecarregar animais que as conduziam para o cais do porto.

É uma das versões. A outra se refere também a carroceiros e depois a caminhões, também para limitar cargas, mas apenas com fins fiscais e não, digamos, humanitários.

Ali se formavam imensas filas para a tal pesagem. E assim os carroceiros, moradores de morros e favelas onde se cantava e dançava o jongo, já levavam instrumentos próprios a estabelecer a cantoria e desafios improvisados que embalavam pernadas, bandas e tombos inimagináveis nos dias de hoje.

Em depoimento ao lendário jornalista José Carlos Rego, Xangô da Mangueira dá um show de bola catalogando as estratégias de defesa e de ataque utilizadas pela malandragem.

Segundo o lendário diretor de harmonia a batucada é manifestação genuinamente carioca. Sem qualquer relação com o samba-de-roda da Bahia, com a Capoeira ou qualquer outra modalidade, de qualquer origem.

Sabemos que há controvérsias, como quase tudo que cerca a cultura do samba. Os baianos certamente discordarão entre tantos autores por aí.

Como nosso interesse aqui gira objetivamente em torno da nossa querida "balança" da muito mais querida Praça Onze, vamos dar voz ao mestre Xangô para curtirmos aquele tempo.

Diz aí Xangô:

"A batucada se forma com os participantes em círculo fazendo ritmo com as mãos e cantando.(...) Um dos participantes sai sambando por dentro da roda até aproximar-se de outro e,levemente, nele encostar. É o que se chama 'tocar', 'dar o toque', signifcando ter sido aquele o escolhido para iniciar a brincadeira. A isso pode chamar, também, 'jurar'. Quem foi chamado,entãoplanta-se no centro da roda. O iniciador passa a se exibir em abundante variedade de passos de samba em torno do convidado. É através da coreografia que tentará iludir ou distrair o parceiro 'plantado' no centro da roda".

E é no mesmo livro de José Carlos Rego que Haroldo Costa domina e bota no chão:

"(Plantar) não é propriamente um passo: é uma atitude.
(...) Na roda de samba, 'planta-se' para aguardar a pernada do adversário(...)".

Toda aquela movimentação de passos variados, meneios, volteios que antecedem o golpe da pernada ficaram conhecidos como 'engoma', do verbo engomar, mesmo. O cara fica ali 'plantado', sendo 'engomado' para receber a foice por baixo.

E Xangô prossegue explicando os estilos das pernadas, das "bandas" e suas correspondentes estratégias de defesa exercida não só por quem está 'engomando' quanto por quem está sendo 'engomado'. Xangô fica sempre lembrando que (...) "a astúcia é o instrumento do batuqueiro para desviar a atenção do adversário e derrubá-lo":

Baú: consiste em dar um puxão rápido no tronco do adversário e, no mesmo instante, passar o pé por baixo; A defesa do 'plantado', a quem nunca é permitido desviar o corpo, consiste em não permitir o puxão na sua roupa;

Banda de Frente:  consiste m deslocar a coxa ou o quadril do adversário com o joelho esquerdo e, quando ele tentar equilibrar-se, passar o pé direito; a defesa correspondente consiste em dobrar o joelho em direção ao adversário, cortando-lhe o toque de desequilíbrio também do joelho.

Dourado: consiste em deslocar o adversário com uma umbigada rápida e, dependendo da perna que a vítima levantar para defender-se, bate-se na que ficou sustentando o corpo; a defesa desta modalidade de golpe consiste em encolher a barriga ou surpreender o agressor dando-lhe uma barrigada antes que ele o faça.

Com sabedoria Xangô lembra que os lutadores de judô e capoeira têm hoje  a mesma atitude.

De fato, podemos imaginar que a astúcia do agressor está em dissimular o momento do golpe e escolher a modalidade mais apropriada em cada momento. Da mesma forma, a astúcia do agredido é perceber no momento da 'engoma' o instante exato do golpe e identificá-lo. Só então, em raciocínio instantâneo, praticar o movimento de defesa mais adequado.

As mortíferas 'bandas de lado' têm como defesa o movimento que consiste em girar um dos pés para o lado em que se vai sofrer a agressão, mantendo-se sempre o calcanhar colado junto tornozelo como se fora uma tesoura abrindo-se num ângulo agudo.

De tudo que li a respeito, pude entender a razão pela qual certos personagens dos morros cariocas e das escolas de samba desfrutavam tanto prestígio em suas comunidade. Respeitados como valentões destemidos esses bambas da 'balança' eram tidos como guardiões de seus lugares.

Como maior exemplo de todos talvez seja apropriado citar Manoel Bambambam da Portela, valentão afamado de Oswaldo Cruz, que teve o "poder" incomensurável de afastar da escola seu maior líder, o sambista mais respeitado de todos os tempos.

Se consultarmos a história sobre o que ficou da memória de Bambambam e de Paulo, e do legado de cada um para a história do samba, poderemos dimensionar a força e o prestígio que a 'balança' conferia a esses homens.

Da mesma forma outros valentões se tornaram célebres em suas escolas como exemplo e referências históricas. É o caso de Marcelino, o Massu da Verde Rosa, seu primeiro mestre-sala, imortalizado por Sergio Cabral e Rildo Hora no samba "Os Meninos da Mangueira" e elencado por J.Muniz Junior como sambista imortal.

E é dele, respeitadíssimo por sua gente, linha de frente dos Arengueiros, que vem a sentença, precisamente assinalada por Muniz Jr., que bem dá conta da  origem e precariedade de tanta autoridade: "Só ficava em pé quem tinha cartaz, e mesmo assim num cochilo qualquer perdia o nome".

Outro belo exemplo  de batuqueiro é mestre Fuleiro, honra e glória do Império Serrano, filho de família super sólida e rigorosa, filho da jongueira Vó Thereza, lendária moradora da Serrinha. Dali também ficou o exemplo do conhecido sambista e batuqueiro  Calixto célebre por ter introduzido os pratos nos desfiles das escolas nos anos 1950.

Outro exemplo marcante é o sambista Neca da Baiana, mais um daqueles vindos do Vale do Paraíba, da cidade de Valença. Neca, também incluído entre os imortais por J.Muniz Júnior. Era considerado por esse autor como um batuqueiro invencível contando para tanto com o testemunho insuspeito de Djalma Sabiá. Está imortalizado nos carnavais da escola pelos papéis que desempenhou em desfiles memoráveis a partir da exuberância de seu porte físico.

Neca foi simplesmente o Zumbi dos Palmares no lendário desfile de 1960. Repetiu o feito quatro carnavais depois representando o não menos lendário Chico Rei de Vila Rica no desfile de 1964. Fechou com chave de ouro desfilando em 1971 representando Mani Congo no vitorioso enredo Festa Para Um Rei Negro.

Ídolo por suas façanhas de batuqueiro na 'balança' da Praça Onze...ídolo da escola  como sambista em seus tão inesquecíveis desfiles.

Destacaram-se figuras hoje menos conhecidas, mas que alcançaram notoriedade naqueles tempos de valentia, alguns até com sambas em seus louvores.

Na Mangueira Bernardo Sapateiro e Gasolina.

Também da Mangueira o valentão João Maluco, irmão do não menos valente Chico Porrão, este o fundador da Estação Primeira que fez companhia a Cartola e Carlos Cachaça no dia de triste memória em que Paulo tentava seu retorno à Portela depois do incidente com Manoel Bambambam no carnaval de 1941.

No afamado morro da Favela, barra pesadíssima de então, marcaram época e tiveram fama os batuqueiros Sete Coroas e Camisa Preta. Da Lapa boêmia saiu Miguelzinho. Do morro do Pinto, Buluca e Papoula e Malvadeza do Salgueiro.

Lá para os lados dos subúrbios, ainda segundo Xangô, pontificavam na 'balança' Mestre Caneta, Quarenta e Lilico de Rocha Miranda, Lucas Maneta e Curupaco da Dona Clara, de Madureira e ainda Messias Rebola e Mãozinha Coroa, ambos da Serrinha.

Todos de terno de linho, chapéu e sapatos brancos impecáveis, camisa de seda, e muito pouco dinheiro no bolso.

Gente que ficou na memória escondida da cidade, na memória apagada de seus lugares demolidos para dar passagem ao tempo e à modernidade. Uns nas glórias de suas escolas e nas histórias passadas de boca em boca.

Histórias que o grande Xangô deixou nos livros de José Carlos Rego como a que destaca, entre tantos que conheceu, um único batuqueiro a quem qualificou como "quase imbatível": Pico, de Oswaldo Cruz.

De Oswaldo Cruz? É, de Oswaldo Cruz...ô lugarzinho danado!

Modéstia à parte...

Sugestão para ouvir agora:

Samba Tempos Idos, de Cartola e Carlos Cachaça
Disco: Pranto de Poeta
Faixa: 6
Voz: Cartola
Gravadora: BMG/RCA

Fonte de consultas:


Dança do Samba-Exercício do Prazer: José Carlos Rego - Rio de Janeiro: Aldeia: Imprensa Oficial, 1994.

Sambistas Imortais - vol. 1- J. Muniz Junior - Cia. Brasileira de Impressão e Propaganda. Ano da edição não identificado;

Fala, Mangueira!: Marília T.Barboza da Silva, Carlos Cachaça, Arthur L. de Oliveira Filho-Rio de Janeiro: J. Olympio. 1980;

Bateria: O Coração da Escola de Samba; Julio César Farias - Rio de Janeiro: Litteris Editora, 2010.


Comentários
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    24/04/2010 03:15:13Rodrigo DarlanAnônimo

    mAIS OU MENOS. MAS NÃ?O EXATAMENTE isto. O que estou dizendo diz respeito aos malandros de Mangueira como um todo. Entre eles, o próprio Cartola, em sua juventude. O mesmo afirma que Arengueiros´significava Criar confusão, tumulto, malandragem e etc... Imagina um grupo de homens aceitarem o rosa como a cor que os distinguem dos outros valentões de outras praças. A cor rosa para eles não significava nada que desse conotação de homossexualidade e isto era tão bem resolvido que jamais teve tal conotação aos olhos dos outros. Daí a questão de subverter o que seria insubversível. Acredito que um bando de valentões vestidos de rosa-choque nos dias de hoje em um evento de luta livre (enquanto esporte com regras e etc...) seria algo, no mínimo, risível. Os mangueirenses, homens e mulheres, sempre se vestiram de rosa, pois esta cor se sobressai por demais em relação ao verde. Se veste de arco-iris nos dias de hoje e sai pelas ruas!!! Talvez assimilará o que estou tentando descrever. Os valentões de Mangueira se vestir de rosa..., apenas, ao meu ver, demarca ainda mais o quanto Mangueira é singular em tudo. Jamais um grupo de machões escolheria o rosa para representá-los e diferenciá-los de outros machões mesmo nos dias atuais. Jamais!!! Os malandros de outras estações (bairros) escolheriam a cor rosa para lhe representarem? Francamente , acredito que não!!! Tavez aí esteja a razão desta cor alegre e viva ser tão rara entre as escolas de samba.

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    23/04/2010 14:30:19Luis Carlos MagalhãesAnônimo

    Rodrigo: Não, não há nenhuma conotação gay (é isto que v. pensou?). O Rosa ali era só a Mangueira mesmos, lugar de muitos batuqueiros. Quanto aos valentões gays nada se compara a Madame Satâ, da Lapa, e Oswaldo Nunes, do Bafo da Onça, só que o negócio deles era "porrada" mesmo, não tinha nenhum "lirismo" das pernadas do tempo da "balança".

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    23/04/2010 01:59:11Rodrigo DarlanMembro SRZD desde 24/06/2009

    Conto. Vou procurar saber mais sobre o assunto. Imagina se hoje houvesse algo próximo disto. Os valentões se encontrando em um jogo que medisse justamente o quanto se é viril, valente, o machão da parada. Podemos dizer que a capoeira produz algo bem próximo disto.´E um gripo de machões chega para se distinguir dos demais valentões de tiras de cor ROSA. Na boa, mesmo em dias atuais isto ficaria um tanto quanto estranho, no mínimo, constrangedor e olha que hoje muitos homens usam rosa sem grandes problemas. Agora, isto a cerca de sessenta , setenta anos atrás é algo um tanto quanto SINGULAR por exelência. No seu texto ao falar dos valentões de Rosa, você coloca reticências. "E os rosas que... vocês sabem..." Juro que não saberia completar os lapços. Não parece se tratar de apenas um anúncio que eles representavam Mangueira, há algo mais sobre quem os malandros Salgueirenses cantavam que "Os malandros de Mangueira são metidos a valentões (vestidos de rosa). " Sei sobre o seu amor incondicional em relaçaõ á gloriosa Portela, mas Mangueira fora capaz de subverter o insubversível de forma INACREDITÁVEL!!! Um valentão respeitável, temido de tira rosa na cabeça e a representar Mangueira em suas apresentações é algo da ordem do ABSURDO! Complete estas reticências que estas coisas da vida cotidiana daquela época é um tanto quanto interessante e talvez possa lançar luz sobre algumas coisas.

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    22/04/2010 23:30:55Luis Carlos MagalhãesAnônimo

    Rodrigo Darlan: Sobre "luta do século CHICO PORRÃ?O X BAMbambam, leia minha crônica no www.odianafolia.com.br Está lá disponível até hoje,´´E uma das primeiras. Veja tambem o noso filme O TEU NOME NÃ?O CAIU NO ESQUECIMENTO. Sobre o enterro do Paulo e o desentendimento de 1941. Obrigado por acompanhar o trabalho. Se descobrir algo sobre a "balança" não esqueça de me contar.

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    22/04/2010 22:56:35RODRIGO DARLANAnônimo

    LCM, Lindo texto.Vou procurar saber mais sobre a "balança", mas LCM, os valentões tiveram sempre o lugar de ser o guardião do local, segundo expressões suas ou aproximadas. A pergunta que faço é a seguinte: porque o valentão da Portela teria O Paulo da Portela como um perigo, um ser a qual a comunidade deveria ser protegida? Parece haver um episódio em que Chico Porrão da Mangueira entra no embate a defender a legitimidade de Paulo da Portela enquanto grande nome desta escola após bambambam ter dado "um sacode " em Paulo da Portela e seu grande amigo Mestre Cartola. Cartola que foi em Portela fazer diplomacia para que Paulo da Portela pudesse frequentar e exercer sua liderança natural (jamais imposta) entre a comunidade portelense. Nesta tentativa, Paulo da Portela e Cartola sairam correndo da concentração portelense, tendo o valentão da Portela dito umas poucas e boas para Cartola Cartola, que segundo um imagens de um filme sobre Portela, foi xingado de comunista (naquele tempo falar isto não era xingamento e sim acusação) ao tentar contornar o impasse. Daí a entrada de Chico Porrão da Mangueira? Paulo da Portela morre e sua esposa impede que seu corpo fosse velado na quadra da Portela, a pedido e respeito, segundo ela, de seu próprio marido. Contudo, uma crítica: nos dias de hoje após ler textos como estes, pode-se associar tais figuras aos "valentões" de hoje dentro das esolas de Samba. Ocorre que hoje os "respeitados" não são valentões no sentido malandrístico da palavra e sim "COVARDÃ?ES" e outros termos.

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    22/04/2010 22:48:25Rodrigo DarlanAnônimo

    LCM, Lindo texto.Vou procurar saber mais sobre a "balança", mas LCM, os valentões tiveram sempre o lugar de ser o guardião do local, segundo expressões suas ou aproximadas. A pergunta que faço é a seguinte: porque o valentão da Portela teria O Paulo da Portela como um perigo, um ser a qual a comunidade deveria ser protegida? Parece haver um episódio em que Chico Porrão da Mangueira entra no embate a defender a legitimidade de Paulo da Portela enquanto grande nome desta escola após bambambam ter dado "um sacode " em Paulo da Portela e seu grande amigo Mestre Cartola. Cartola que foi em Portela fazer diplomacia para que Paulo da Portela pudesse frequentar e exercer sua liderança natural (jamais imposta) entre a comunidade portelense. Nesta tentativa, Paulo da Portela e Cartola sairam correndo da concentração portelense, tendo o valentão da Portela dito umas poucas e boas para Cartola Cartola, que segundo um imagens de um filme sobre Portela, foi xingado de comunista (naquele tempo falar isto não era xingamento e sim acusação) ao tentar contornar o impasse. Paulo da Portela morre e sua esposa impede que seu corpo fosse velado na quadra da Portela, a pedido e respeito, segundo ela, de seu próprio marido. Daí a entrada de Chico Porrão da Mangueira? Contudo, uma crítica: nos dias de hoje, pode-se associar tais figuras aos "valentões" de hoje dentro das esolas de Samba. Ocorre que hoje os "respeitados" não são valentões no sentido malandrístico da palavra e sim "COVARDÃ?ES" e outros termos.

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    21/04/2010 20:47:55Luiz carlos severo diniz (severo)Membro SRZD desde 15/12/2009

    Eu sabia que esse comentário ia sair, na verdade só existe censura/moderação de acordo com o teor e tipo da notícia,,,,, tudo com fins comerciais é por isso que o SITE similar TUDO DE SAMBA deu no que deu: desprezo total dos verdeiros sambistas Ainda bem que na coluna do LCM ainda se pode comentar sem moderação e deu para tecer esse comentário IGIGIGIG$$$$$$$

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    21/04/2010 20:40:21Luiz carlos severo diniz (severo)Membro SRZD desde 15/12/2009

    Censura no SITE ! ! ! ! Fiz comentários em 17 de abril(não agredi ninguem, não escrevi palavrões, não fiz comercial, propaganda, política etc etc etc comentei pelo prazer de comentar assuntos parazerosos, que é do meu interesse e que eu convivo a quase 5 décadas, porém os comemtários não foram postados ,,,,, parece que o responsável pelo SITE tem suas preferências, uns podem outros não !

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    21/04/2010 01:03:46Luis Carlos Magalhães de Souza RibeiroMembro SRZD desde 26/06/2009

    Todos que desejarem contribuir com outras informações complementares aos textos, por favor, usem o endereço [email protected] na hipótese de o espaço aqui ser insuficiente. Luis Carlos Magalhães

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    20/04/2010 17:39:30jorge lopesAnônimo

    São importantes essas informações, ainda que não sejam totalmente precisas, com relação "à balança". O Djalma Sabiá, do Salgueiro, ainda vivo e idoso, mesmo que não tenha vivido essa época, poderia dar mais informações, por causa da cultura oral, o que ouviu de outros bambas, já que não há registro preciso na literatura.

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    20/04/2010 14:11:00Walter NogueiraMembro SRZD desde 25/07/2009

    Amanhã todos estaremos lá ! VIVA O DIA 21.04 = VIVA A CUÍCA !!! == VIVA SÃ?O JORGE !!!

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    20/04/2010 13:51:43CARLOS ROMEUAnônimo

    PROFESSOR, QUE LINDA HISTORIA. TERIA QUE ESCREVER UM LIVRO COM ESSAS HISTORIAS. AS TERÃ?AS FEIRAS NO VAI DAR SAMBA, DO MIRO RIBEIRO EM FICO LIGADINHO NO RADIO, PARA OUVIR ESSAS HISTORIAS LINDAS QUE VOCE TEM PRA CONTAR. ABRAÃ?OS.

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    20/04/2010 12:59:25JOAOZINHO DA CUICAMembro SRZD desde 26/03/2010

    21/04 === DIA NACIONAL DA CUÍCA === Convidamos a todos os Sambistas e Ritmistas, para participar do 6º ENCONTRO DAS CUÍCAS DO RIO DE JANEIRO, na quadra do G.R.E.S. UNIÃ?O DE JACAREPAGUÁ, dia 21/04 apartir das 13:00 hs.. Com a presença de Cuiqueiros de todas as agremiações do Rio de Janeiro. Já temos confirmada, assim como foi ano passado, a presença de MESTRE ODILON, MESTRE TIAGO DIOGO, e de outros MESTRES e Diretores de Bateria. Tudo regado a um bom papo de Sambista, muita cerveja, além de bons sambas da antiga, e onde serão lembrados, sempre com muita emoção, MESTRE MARÃ?AL, MESTRE ANDRÃ? e MESTRE LOURO. Solicitamos ainda que os Cuiqueiros NÃ?O ESQUEÃ?AM DE TRAZER SEUS RESPECTIVOS INSTRUMENTOS. DESDE JÁ, CONVIDAMOS TODOS OS SAMBISTAS e RITMISTAS, PARA PARTICIPAR DE NOSSA CONFRATERNIZAÃ?Ã?O ANUAL, CONTAMOS COM A PRESENÃ?A DE TODOS ! VIVA A CUÍCA ! VIVA SÃ?O JORGE !!!

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    19/04/2010 12:10:30Rodney de FigueiredoMembro SRZD desde 22/10/2009

    Venha fazer parte da mais nova comunidade do CARNAVAL CARIOCA. Já são 90 membros cadastrados, mais de 300 fotos e 50 vídeos. Venha divulgar seu evento, fotos, vídeos, áudios e saber tudo sobre o melhor carnaval do mundo. Faça já o seu cadastro acessando: www.carnavaldorio.ning.com

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    19/04/2010 08:38:41Rafael LAnônimo

    Então o Balança mas não cai, era só balança? E aquelas histórias sobre o prédio deve ser tudo mentira então... hehehe vivendo e aprendendo. Maravilhoso texto, nos faz sentir saudades do que não conhecemos pessoalmente. Ã? uma sensação estranha. Será que ainda existe rodas assim pelo Rio? Se alguém conhecer me diz aonde. Existe algum vídeo? Seria legal caso alguém tenha um guardado histórico como para divulgar aqui.

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