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01/06/2010 14h10

Mocidade: CNA não interferiu no enredo da escola
Isaac Ismar

Foto: Thiago MattosMesmo patrocinando boa parte do próximo carnaval da Mocidade, a Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária (CNA) não interferiu no desenvolvimento do enredo "Parábola dos Divinos Semeadores, que prestará uma homenagem à agricultura no carnaval 2011. De acordo com a verde-e-branca, a ajuda financeira será de R$ 2,6 milhões, além de R$ 1 milhão em vendas de fantasias para empresários do setor.
 
Durante a apresentação do tema, no último final de semana, o carnavalesco da verde-e-branca, Cid Carvalho, fez questão de tornar pública o fato da obra não precisar se adequar a pedidos ou interferência do patrocinador, como já aconteceu em outros pré-carnavais com diversas escolas de samba. Após uma queima de fogos na entrada da Cidade do Samba, local onde aconteceu a festa para apresentação do enredo, Cid agradeceu a posição da senadora Kátia Abreu, uma das incentivadoras desse carnaval da Mocidade.
 
- A senadora não interferiu em nada no desenvolvimento do carnaval da Mocidade. Muito obrigado pelo respeito à Mocidade e ao carnaval, senadora Kátia Abreu - disse Cid, ao lado de Paulo Vianna, presidente da Mocidade, Jorge Castanheira, presidente da Liesa, Elmo José dos Santos, diretor de carnaval da Liesa e de Kátia Abreu.
 
No momento de falar sobre o enredo, visivelmente emocionado, o carnavalesco explicou que as raízes do samba foram plantadas por pessoas que semeavam alimentos.
 
- O carnaval é legítimo herdeiro dos rituais dos deuses. As sementes do nosso carnaval foram semeadas em terreiros. Praticamente todos os cultos, de várias civilizações, são diretamente ligados à terra, à agricultura. Vamos contar a história da agricultura, sim - afirmou.
 
O evento teve ainda a participação dos bailarinos da Companhia Brasileira de Balé, do coreógrafo Jorge Texeira. Thatiana Pagung, que entrou na festa cercada pelos ritmistas, foi coroada para mais um carnaval como rainha de bateria da Mocidade, o quinto consecutivo.

Eliminatórias de samba-enredo

 
A entrega dos sambas concorrentes será no dia 11 de agosto, das 18h às 23h, na quadra. Cada parceria poderá ter o mínimo de dois compositores e o máximo de cinco compositores. A ala está aberta para inscrição de novos autores. No ato da entrega do samba, o novo compositor ou aquele que não desfilou nos anos de 2009 e 2010 pagará a taxa administrativa de R$100.
 
A final  do concurso contará com três sambas no dia 17 de outubro, a partir das 22h.


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Comentários
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    11/06/2010 17:10:41Luiz carlos severo diniz (severo)Membro SRZD desde 15/12/2009

    Amanhã (Sábado)12 jun, tem o Almir Guineto no projeto Criolice no CREIB - Pe Miguel, estreando a primeira feijoada do projeto a partir das 15 hs . Décio se você tiver oportunidade apareça por lá ;

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    10/06/2010 19:48:59Ester tribo de oliveiraMembro SRZD desde 04/08/2009

    Olha as coisas se complicando ! ! ! Dinheiro fácil é f..........

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    05/06/2010 10:31:43decio_mocidadeMembro SRZD desde 03/07/2009

    Severo, obrigado com o convite, vou sim!!! Vou tentar ti encontrar para batermos um papinho.

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    05/06/2010 08:54:44Luiz carlos severo diniz (severo)Membro SRZD desde 15/12/2009

    Meu caro Décio : Nós sabemos que sempre existe aquele jeitinho até para burlar a competencia, mas convenhamos que uma agremiação gastar p/menos 5 milhoes para um desfile e não investir seriamente nos quesitos avaliados com pontuaçaõ seria no mínimo jogar dinheiro fora, na Mocidade por exemplo, onde saem vários lourinhos na Bateria é porque esses lourinhos aprenderam a bater como é o caso de vários atletas, atores, oficial do bombeiro, médicos, dentistas que não é salutar citar os nomes, porém fazem parte da nossa bateria nota 10 porque ensaiam e comparecem nos eventos da quadra, enfim aprenderam e têm o direito de participar, até porque ajudam com as suas competência e paixão pela Mocidade, esse problema da cerveja já foi superado, dentro do possível o Bereco está aparando as arestas e as condições tendem a melhorar, ,,,, eu levo a maior fé,,,,,,, Não podemos esquecer que a bronca é livre, porém um bom malandro ja disse que é arma do otário , o que não é o nosso caso, Vê se aparece na feijoada da Mocidade, para conversarmos melhor............... Forte abraço .

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    02/06/2010 21:38:35tiagoMembro SRZD desde 05/08/2009

    fala galera,belo enredo,espero que o meu Salgueiro seja tão bom ate mais que esse, saudações Salgueirenses!!!!!!

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    02/06/2010 19:38:02ROBERTO SMITHMembro SRZD desde 07/04/2009

    Legal , com certeza é a Mocidade independente , de volta com força total !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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    02/06/2010 17:15:42decio_mocidadeMembro SRZD desde 03/07/2009

    Bem, vamos colocar a seguinte questão em relação aos níveis sócio-cultural dos batuqueiros de uma escola de samba. Primeiro fazer esse tipo de distinção na hora de eleger quais os ritmistas que irão desfilar é uma realidade; os que tem prestígio (dinheiro) com os diretores, compram suas vagas, isso é mais que sabido. Quem não tem dinheiro, vai pelo conhecimento (amizade) com os diretores, o restante das vagas são disptadas "à tapa", isto é, o ritmista tem que participar do maior número de ensaios, se mostrar presente, achar que tudo são flores para poder tentar seu "espaço". Daí temos pessoas que acham normal não ter ingressos, bebidas, etc, e outras extremamente insatisfeitas. A questão política/financeira pesa na decisão de quem vai desfilar e isso é que é o problema maior, porque se houvesse real isenção nessa escolha, garanto que esses problemas estruturais não existiram. Não adianta, se 200 reclamarem terão outros 200 que podem comprar suas vagas, isto sim é sério e ninguém "leva à tona" porque não querem se comprometer.....Notem bem, não citei nenhuma escola, nenhum diretor, nem tão pouco ritmista, e muito menos generalizando, mas quem tem telhado de vidro sabe que essa pedra pode quebrá-lo.

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    02/06/2010 15:41:57Rodney de FigueiredoMembro SRZD desde 22/10/2009

    Se você não esteve na festa da apresentação do enredo 2011 da Mocidade, poderá assistir os vídeos da grande festa no blog CARNAVAL CARIOCA. Somos 210 membros. Junte-se a nós!! - www.carnavaldorio.ning.com

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    02/06/2010 15:41:18Rodney de FigueiredoMembro SRZD desde 22/10/2009

    Se você não esteve na festa da apresentação do enredo 2011 da Mocidade, poderá assistir os vídeos da grande festa no blog CARNAVAL CARIOCA. Somos 210 membros. Junte-se a nós!! - www.carnavaldorio.ning.com

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    02/06/2010 13:28:50Cesario SantosMembro SRZD desde 12/05/2010

    Essa assunto de mordomias pra ritmistas de escola de samba nunca vai terminar. Os ritmistas são tratado dessa forma por pura e esclusivamente falta de cultura. A pessoa com cultura jamais vai admitir que um diretor de bateria ganha salarios de 5,7. ate 15 mil reais e ele não ganha nada. Os intelectuais do ritmo somente chega quando a carne esta assada. Eu duvido que eles vão em ensaio tecnico na chuva. Dizer que baterias tem juiz,advogado etc ,etc, eu ate acho que sim,mas não tem participação atuante nos ensaios.Amaioria são realmente semi analfaberto.Uma pessoa culta não toma surra ou esporro na frente de todo mundo e depois volta pra tomar de nõvo. Parei de desfilar em bateria por causa disso. Ganhei estandarte de ouro na mocidade e nunca vi. Isso sempre vai ser assim,porque o iguinorante sempre sera ludibriado e sacaniado pelo alto poder, se ele quiser.

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    02/06/2010 13:04:17Amaury LimeiraMembro SRZD desde 28/04/2009

    realidade é que nada aqui, exposto por mim, é inverossímil. Uma bateria bem organizada, bem estruturada e com voz de comando acertada pode, por si só, manter-se com todos os itens destacados. Hora!, se um único profissional que saiba tocar cavaquinho, quando bem instruído, ganha o mundo e sustenta-se e ainda sustenta sua família com seus shows, como pode uma bateria (que 90% das pessoas mundo afora amam ver e ouvir) não ser capaz desse feito? Coloque-se um empresário sério e honesto e dê-lhe liberdade para sair a campo e buscar apresentações para a mesma (duvido que faltem), com os cachês dos shows, elaborem um contrato para cada profissional envolvido, estipulem um valor a ser dividido, respeitando o tempo e o grau de competência de cada um, organizem uma espécie de caixa de manutenção para as despesas de transportes, saúde, indumentária e manutenção dos instrumentos. Digam que isso é um devaneio. Ã? como eu disse, o que faltam são ações de cunho organizacional, empresarial e, claro, que alguém de peito se proponha a fazer isso. A bateria dos Independentes de Padre Miguel (já que é essa escola que está em questão aqui nesse tópico) pode, sim, vir a ser independente também. Nenhuma outra bateria possui tantas glórias quanto essa. Logo, ta mais do que na hora de alguém por ordem no terreiro. Cervejas seja Cintra, Skool, Brahma, Bohêmia, é uma reivindicação muito tosca diante do que essa bateria pode proporcionar e os ritmistas dessa agremiação podem e merecem receber em troca dos seus esforços.

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    02/06/2010 13:02:22Amaury LimeiraMembro SRZD desde 28/04/2009

    Desculpem a intromissão no assunto que, aqui, é pertencente à Mocidade. Mas, sempre ouvimos, por parte dos ritmistas de diversas escolas, o mesmo tipo de reclamação e a verdade é que todas estas reclamações são pertinentes. Falta às escolas de samba a adoção de uma postura mais empresarial nesse sentido e, também, a todos os envolvidos com as baterias, um projeto que permita efetuar-se ações de organização. Ocorre que tanto a diretoria quanto os profissionais de bateria ainda possuem uma visão puramente â??carnavalizadaâ? no tocante a esse segmento, bem como em alguns outros. O que quero dizer é que não se parou pra observar e entender que desfile de escola de samba há muito deixou de ser uma pura e simples manifestação cultural sem maiores objetivos que não o de divertir-se e representar-se as tradições de uma determinada região da cidade, as chamadas comunidades. Desfile virou business, escolas viraram empresas e, como tal, precisam gerir seus segmentos dentro do formato que esta realidade exige. A bateria é o coração de uma escola, sem ela todo o restante de uma agremiação pode estar na mais perfeita ordem que nada acontecerá, já que não é possível desfilar só no gogó sem o acompanhamento da percussão. De todos os setores de uma escola de samba, a bateria é, sem qualquer margem de erro, o setor que mais atenção deveria receber e quando digo atenção, refiro-me a toda uma estrutura que vai de assistência médica, social, auxílio em alimentação, transporte, vestuário e, principalmente, educacional com aulas sobre toda a criação e formação, ao longo dos tempos, dessa formidável coisa chamada bateria. Ã? preciso enaltecer e criar-se na alma de um percussionista â?? ao menos nas daqueles que não possuem essa cultura â?? a grandeza e a singeleza desse ofício para fazê-lo orgulhar-se e empenhar-se ao máximo da sua condição de componente de bateria. Embora todo esse meu discurso pareça utópico, romântico, a

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    02/06/2010 12:04:25Renato de SouzaMembro SRZD desde 08/04/2009

    Mas no carnaval, Décio, assim como em outros eventos de menor, igual ou maior magnitude, a propaganda que, neste caso, corresponde à exposição e à vinculação de uma dada marca 'X' ao nome de uma determinada instituição 'Y', que embolsa o patrocínio, é bastante recorrente e imprescindível. Isso porque, como bem sabemos, a associação de toda e qualquer marca ou produto num evento do porte do carnaval carioca faz com que a mesma seja divulgada de uma forma diferenciada e para um público específico.

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    02/06/2010 10:31:29decio_mocidadeMembro SRZD desde 03/07/2009

    Renato, quando se fala em patrocínio automaticamente se é remetido à mídia, propaganda, etc...um erro. O foco principal da patrocinador é ser visto ou reverenciado principalmente no desfile. Exposição mundial de uma marca, personagem ou localidade durante 80 minutos é uma coisa extremante "cara", um valor aplicado pelo patrocínio à altura desse "tempo" seria infinitamente maior que se "investe" hoje. Quando as escolas de samba exergarem isso e quando os eventuais patrocinadores verem que se "paga pouco por muito", vão bater a porta das escolas como pedintes desesperados por comida...Vamos ver o caso da Beija-Flor, se falou em dinheiro da Nestle, só esse fato já torna a empresa uma marca em exposição, e olha que nem é certo esse patrocínio.

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    02/06/2010 10:07:00Renato de SouzaMembro SRZD desde 08/04/2009

    Como dizia minha saudosa e querida avó materna: "para bom entendedor, meia palavra basta." Quem conferiu e saboreou a sinopse da Mocidade, pôde claramente perceber que a patrocinadora em questão não interferiu no desenvolvimento do enredo. Constatar isso nos dias de hoje, ainda mais em se tratando de carnaval, é algo assaz confortante e maravilhoso. Quão bom seria, se isso fosse a regra e não a exceção. Pois, se pegarmos a palavra patrocínio na sua definição mais nobre e denotativa veremos que a mesma significa "doação" e está amparada pelo devoto apoio, amparo e auxílio. Mais uma vez, parabéns à Mocidade Independente de Padre Miguel pela bela iniciativa!

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