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22/06/2010 20h26

Engenheiros brasileiros partem rumo à Copa Mundial de Barcos Solares que acontecerá na Holanda
Redação SRZD

A Equipe Solar Brasil, composta por estudantes e professores da Escola Politécnica da UFRJ, prepara-se para partir nesta terça-feira para o evento que é considerado a Copa Mundial dos Barcos Solares, o Frisian Solar Challenge 2010. Copacabana II, Ipanema e Catalão são os nomes das embarcações movidas a energia solar que vão representar o Brasil no rally. O evento vai acontecer na Holanda entre os dias 4 e 10 de julho. Cerca de 50 equipes do mundo inteiro participarão da competição, que tem como objetivo mostrar à população a importância das energias alternativas.

Segundo o professor do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica, Fernando Amorim, "A maior parte dos brasileiros não conhece nosso potencial energético. Se cobríssemos o lago de Itaipu com placas solares, seria produzido, no mínimo, o dobro de energia", destaca.

 

 

 

Integram a atual equipe da UFRJ estudantes dos cursos de Engenharia Naval e Oceânica, Engenharia Elétrica e Desenho Industrial, além de alguns professores, doutorandos e formados. Na competição, o grupo pretende mostrar que o Brasil não é apenas um participante, mas um forte candidato ao pódio. De acordo com o professor Amorim, há melhorias importantes nas embarcações. "Esse ano, nossos barcos tem motor de 1kW. Em 2008 era um motor de 0,8kW, mas que, devido às falhas técnicas, só andava a 0,6kW. Não conseguimos uma colocação melhor por causa de erros bobos, que eram resultado da nossa falta de experiência na competição.", explica.
 
Quando participou pela primeira vez da competição, a equipe brasileira surpreendeu, conquistando o quarto lugar da classe A, sétimo na classificação geral entre 49 equipes - na época, a equipe da UFRJ era a única de fora da Europa. O professor Alexandre Alho, do Departamento de Engenharia Naval e Oceânica (DENO) da Escola Politécnica da UFRJ, ressalta a importância da realização: "A logística da competição é enorme. Projetar, construir e levar o barco até a Europa é só o começo. Os participantes europeus se dedicam exclusivamente a isso. Nós éramos os 'brasileiros exóticos que tinham ido brincar'. Depois de tudo, ganhamos até um prêmio de incentivo pela coragem", conta.


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