SRZD


05/07/2010 20h09

Leia sinopse do Salgueiro
SRZD-Carnavalesco

Enredo: "Salgueiro apresenta: o Rio no cinema"

"Noite de estreia. A agitação na porta do cinema revive os tempos de glamour da eterna Cinelândia. Uma multidão se aglomera para ver de perto os astros da superprodução salgueirense que entra em cartaz depois de um ano de filmagens. Todos prontos? Vai começar a sessão!

(E no apagar das luzes, surge na tela):

SALGUEIRO APRESENTA: O RIO NO CINEMA

O cenário: Rio 40º. Uma mística terra em eterno transe tropical, paisagem perfeita para uma chanchada musicalmente mirabolante. Babilônia maravilhosa, de onde se avista a grande montanha que estampa as letras de uma monumental indústria de sonhos. Bem vindos à SAPUCAÍ Produções Cinematográficas, os estúdios onde brilham milhares de artistas no maior espetáculo da "tela".

Ação! Logo nas primeiras cenas, surgem imagens de um continente que há muito tempo teria afundado no mar da baía de Guanabara. Mito? Delírio? Alucinação? O que há por trás do sumiço da Atlântida carioca? O que revelariam os fotogramas perdidos? Relatos dão conta de um tesouro de valor incalculável escondido sob um mar de mistérios. Quem poderá encontrá-lo?

Começa, então, uma grande caçada ao ouro de Atlântida. Na Praça XV, entra em cena Carlota Joaquina, que prepara a expedição para retomar os caminhos da submersa Atlântida. Mas é obrigada a abortar a missão para voltar à Europa, em uma saída cinematográfica. A notícia, então, foi bater na Lapa. Da sua alcova, Satã não se faz de santa e convoca a malandragem para empunhar as navalhas em busca da tão falada riqueza. Será que vão conseguir?

Mais ao Sul da cidade, já se pode ouvir o chacoalhar dos ganzás e a batida do pandeiro que vem do Cassino da Urca. No palco, a Pequena Carmen Notável Miranda, acompanhada do seu Bando, ataca no melhor estilo Chica-Chica-Boom-Chic. E ao final da arrebatadora apresentação, sai à brasileira, em apoteose, sacudindo as tamancas noite afora, sem que ninguém perceba suas reais intenções de se juntar à caça ao tesouro.

Enquanto isso, na favela de tantos amores, Orfeu embarca no sonho de Atlântida, enquanto arranca do violão as notas de um samba clássico, embalando as belas cabrochas do morro. Castiga nas cordas, distraindo também a tropa em incursão pela comunidade. E o faroeste urbano, enfim, dá uma trégua pra ver a escola passar. Pedir pra sair? Naquela noite, não...

Muda a cena e o Rio amanhece cantando em mais um dia de verão. Na mais real dimensão, surge a fantasia que salta aos olhos. A invasão aérea que tinge os céus da Zona Sul à Zona Norte é traçada por uma turma pra lá de animada. Alô, amigos! Voando para o Rio, também atraídos pelas lendas do continente perdido, a passarada esperta solta suas feras e arrasta a asa pras araras nativas. Afinal, as aves que aqui gorjeiam, não gorjeiam como lá...

A notícia do tesouro escondido ao Sul do Equador não para de se espalhar. E deu a louca no cinema! Estrelas da sétima arte desembarcam por aqui e entram em irreversível processo de carioquização. Trocam o hot dog pela feijoada, o bip-bop pelo samba, desfilam pelo calçadão da fama de Copacabana... Uma confusão! Até o King Kong, vejam só, foi se pendurar na torre da Central do Brasil. O Homem Aranha se amarra no Beijo da Mulher Aranha, e com ela se prende numa teia conjugada na Zona Sul. A bela mocinha, que o vento levou, agora veste plumas e paetês e, quem diria, foi parar em Irajá! E a loirinha, que nunca foi santa? Virou rainha da escola. Gostou do samba e hoje vive muito bem.

E lá no infinito, quem um dia há de duvidar que o grande tesouro perdido de Atlântida era brilhar na avenida numa noite de carnaval? Isso tudo é verdade? Nada foi comprovado... Mas na memória, o que fica são as grandes histórias e a alegria de receber, enfim, o prêmio maior da Academia.

E como toda boa chanchada, tudo acaba em carnaval!"

Renato Lage, Márcia Lage e Diretoria Cultural

"Esta é uma obra de ficção. Mas qualquer semelhança com nomes, obras ou datas não terá sido mera coincidência..."


Comentários
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    21/07/2010 11:32:38augusto cesar maiaMembro SRZD desde 21/07/2010

    Parabens! Muita das vezes o enredo é bem definido, mas mal escrito. "Copidescados" de de outras fontes, acabam confundindo a cabeça das pessoas. Ã? importante que o autor crie em cima do tema, e faça uma versão lúdica, épica , ou seja lá qual for o genero, mais poetica, pois a literatura também compõe este contexto que é o desfile. Quem escreveu este texto está na linha.

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    20/07/2010 16:04:07almir de araujoMembro SRZD desde 28/04/2009

    Parabéns Renato. Sucesso.

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    19/07/2010 10:16:50Dolores ArrudaMembro SRZD desde 05/07/2010

    O medo é sim um instinto importante, até colabora na sobrevivência humana, porque é uma reação natural que organismo possui em face de algum perigo. Porém, esse medo patológico abordado na sinopse tijucana em nada me agrada. Medo que conduz indivíduos aos consultórios médicos não entretém. Esse medo patológico consegue perturbar os sentidos de um indivíduo fazendo com que ele não consiga distinguir a realidade do que imagina ser, fazendo com que sua vida seja limitada naquilo em que imagina ser seguro. Acredita-se que o medo é conseqüência de algum trauma vivido. Ã? meu caro... sair do óbvio ele saiu, mas propondo um esterco como carnaval. Não tenho, nem jamais terei problema algum em reconhecer talento de quem quer que seja. Desde que o profissional respeite os fundamentos dessa festa autenticamente brasileira. Desde que os enredos sejam criativos, mas inteligentes, que dê ao povo condições de compreender tudo quanto se pretenda abordar na avenida. Ano que vem Barros pretende oferecer um banquete regado a muita bosta na avenida e muitos pretendem se lambuzarem com a iguaria! Tô fora, meu filho!!!!!

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    19/07/2010 10:16:02Dolores ArrudaMembro SRZD desde 05/07/2010

    Acredito que se o Barros tentar levar para a avenida um tema com os mesmos propósitos (mortes, atrocidades...) como já tentou no enredo â??Ã? de arrepiarâ? descrevendo o holocausto, muitos insistirão a propagar esse falso conceito conferido ao Barros de gênio criativo do carnaval carioca. Tem gosto pra tudo, né! Agora, Revolução Francesa no contexto carnavalesco é algo interessante de se ver. Uma analogia bem feita desse evento histórico com o carnaval fez Rosa Magalhães com o enredo Catarina de Médici (carnaval 94), quando a referida carnavalesca afirmava que os ideais da Revolução Francesa haviam sido inspirados no modo de vida dos nativos brasileiros levados àquele país para participar de uma grande festa. E a segunda guerra mundial?! O que inspiraria?! Paulo Barros responde KKKKKK. Com relação ao patrocínio, também odeio este nefasto mecanismo, mas ao menos ele não macula a cultura brasileira com tamanha agressividade. No camarote N° 1 o que vimos foi uma exaltação aos carnavalescos: Brasília é a nossa capital; Manoa tem uma cultura indígena belíssima; a energia surgiu das forças represadas de nossas águas... nem todos esses enredos renderam bons carnavais, pelo contrário. Todos, porém, conserva a matriz cultural brasiliana. Paulo Barros não! Ele recorre à cultura de outra nação com feição e intenções completamente antagônicas a tupiniquim, cujo estão fundamentados em valores superficiais e consumistas. Aqui está minha grande crítica. Paulo utiliza um argumento falso (o que é ainda pior) ao afirmar que desfile de escola de samba ficou chato, enfadonho, antiquado, porque não tem nada de original. E ele importou esse â??novo estiloâ? hollywoodiano e deseja nos impor sob qualquer pretexto. Sinopse inteligente? Aquele dilúvio de palavras sem coesão? Do que fala mesmo? Salgueiro sim conseguiu sair do óbvio elaborando uma sinopse criativa, mas de fácil entendimento.

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    19/07/2010 10:15:21Dolores ArrudaMembro SRZD desde 05/07/2010

    A Revolução Francesa não teve apenas por objetivo mudar um governo antigo, mas abolir a forma antiga de sociedade, ela teve que conviver a um só tempo com todos os poderes estabelecidos, arruinar todas as influências reconhecidas, apagar as tradições, renovar costumes, os usos e, de alguma maneira, esvaziar o espírito humano de todas as idéias sobre as quais se tinham fundado até então o respeito e a obediência. Obviamente não sejamos ingênuos, pois se a RF significou o fim da monarquia absoluta na França, o fim desse antigo regime expressou, principalmente, a subida da burguesia ao poder político e também a preparação para a consolidação do capitalismo. Importante, porém, é que as belas utopias politicamente corretas propostos pela Revolução não ficou restrita à França. Seus ideários espalharam-se pela Europa, atravessaram o oceano e vieram para a América latina, contribuindo para a elaboração de nossa independência política. Por esse seu caráter ecumênico é que se convencionou ser a Revolução Francesa o marco da passagem para a Idade Contemporânea. Já o trauma e a violência da II Guerra Mundial, sobretudo depois que a euforia americana deu lugar a vergonha pela bomba atômica lançada contra o Japão ( quase 200 mil mortos em um dos maiores ataques a uma população civil já ocorridos na história), inspiraram as Nações Aliadas na tentativa de se estabelecer uma organização para a manutenção da paz e a prevenção da recorrência de tamanhas atrocidades. Somente depois desse episódio nefasto bandeiras foram levantadas em favor dos direitos humanos. Também pudera, né!

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    19/07/2010 00:22:03Faz-me rirMembro SRZD desde 30/12/2009

    E se seu medo é "que ele faça da escola de samba uma extensão da escola americana com seus valores superficiais e consumistas", acredito que sua crítica deva ser dirigida a outros carnavalescos do grupo especial que não o Paulo Barros. Com efeito, algumas escolas tem em seus enredos verdadeiros informes publicitários (camarote nº1) (Viaje para Manoa) (Viage para Brasília) (Use o seu cabelo do modo X) e (quanta energia). Barros, ao retratar o medo na saúcaí opta por um estilo surrealista, trata de emoções intrínsecas do ser humano, numa atmosfera de sonho. Eu sei que vc não vai admitir, mas a verdade está aí para ser dita, sem precisar se valer de argumentos agressivos, basta o aplauso da multidão e o reconhecimento, ainda que de nariz torcido de que Paulo Barros é sim fantástico e seu talento , em nada ofusca o talento dos demais. Parece que Renato Lage percebeu isso com maestria, e talve por isso, Renato Lage e Paulo Barros tenham, como bem disse o Leonardo, elaborado os dois melhores enredos e as duas melhores sinópses até agora.

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    19/07/2010 00:12:29Faz-me rirMembro SRZD desde 30/12/2009

    Desculpe a demora em responder Dolores, e desculpe a franqueza, mas a revolução francesa não é algo mais belo que a segunda guerra não. Trata-se de uma revolução feita pela metade, que substituiu um estado absolutista, monárquico, por um estado repressor e imperialista comandado por napoleão. Se a revolução Francesa buscava um estado de direito, certamente não se buscava um estado social de direito, a burguesia a levou até onde esta foi conveniente, instituindo. ao seu final o embrião do normativismo jurídico que culminou na construção da ideologia da segunda guerra: A idéia de que direito e justiça eram coisas totalmente distintas. E se a Revolução Francesa teve o mérito de instituir a República, abrindo espaço para a democracia, que teve esperiência mais bem sucedida na revolução americana, o fim da segunda guerra, com a vitória dos aliados, deu azo à construção ideológica dos direitos humanos e de um estado que se dispunha muito mais a efetivar direitos fundamentais do que meramente atuar como agente regulador.

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    18/07/2010 16:31:28ManinoffMembro SRZD desde 11/02/2010

    Fiquei tão satisfeito com a sinopse, porque além de ser tão parecida com a de uma outra escola, ao mesmo tempo é tão diferente. E se existe resposta para responder a algumas pessoas sobre o que é o Carnaval no Brasil, relacionado ao cinema. Esta sinopse é exatamente a resposta clara, objetiva, e direta, para muitos daqueles que ainda não conseguem enxergar a tamanha grandeza do nosso carnaval. Concluindo assim que Orfeu, é também uma personagem brasileira e carioca. Contrastando com nossa próprio conceito, onde podemos caminhar lá na mitologia grega, e trazermos um mito ao nosso carnaval. Um menestrel, poeta, músico, humilde, negro, morador dos morros cariocas, e apaixonado por Euridice, e pelo carnaval carioca. Enfim, independente da ervas daninhas â??anti- brasilidadeâ?, existe o povo, a voz de Deus. Existe uma semente, um ideal, que ressurgir, declamando, e chamando todos os sambistas e brasileiros. Dizendo: o amor é tudo que um ser humano precisa para ser feliz. E o amor à pátria é a única saída para sairmos dessa cilada chamada ódio, maldade, discriminação, corrupção, e principalmente a ausência da brasilidade. Viva o Brasil, Brasileiro. Salve.

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    18/07/2010 16:31:06ManinoffMembro SRZD desde 11/02/2010

    Lendo esta sinopse, fico feliz, ou melhor muito feliz. Por saber, que existem pessoas com o bom senso, e principalmente amor ao seu país: Pátria amada Brasil. O Rio no cinema. Não existe um tema tão coerente como este; quanto a relação ao cinema, Rio de Janeiro (Brasil), Carnaval, e escola de samba. Ã? algo pertinente, onde possamos nos identificar, e nos relacionar com aquilo que é proposto. Esta sinopse é a melhor resposta para algumas pessoas que só enxergam com viseiras o carnaval. Ou que não sabem usar o raciocínio, o cérebro para argumentar sobre certos assuntos de brasilidade. A sinopse explica claramente como podemos assistir um carnaval cinematográfico brasileiro, e ao mesmo tempo internacional. Ã? de um grandioso raciocínio, de se uma criatividade sem tamanho. Ã? também uma sacudida no público do carnaval carioca. Questionando o que eles preferem; Carnaval, cultura brasileira, ou made in carnival? Sim podemos relacionar o hot-dog à feijoada, o bip-bop ao samba, o King Kong, o Homem Aranha, a Mulher Aranha. Podemos familiarizar personagens internacionais, a nossa cultura, com tom irônico, giocoso, engraçado. Fazendo assim uma relação de comunicação visual, e internacional. Mas antes de tudo enaltecendo a nossa cultura, a única e soberana. Aquela que nos faz sermos conhecido pela hospitalidade, alegria, bom humor, sabedoria. E principalmente samba, música brasileira da melhor qualidade que em qualquer outro lugar no mundo não existe.

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    17/07/2010 20:25:18Leonardo RezendeMembro SRZD desde 09/04/2009

    Coincidentemente as duas escolas da Tijuca têm o cinema presentes nos seus enredos, no salgueiro é o próprio enredo, na Tijuca, o cinema é o pano de fundo como uma metonímia de superação, como bem descreveu o Faz-me Rir. Mas já não estou achando mais coincidência que essas duas escolas tenham os melhores enredos do ano!

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    16/07/2010 10:02:54Dolores ArrudaMembro SRZD desde 05/07/2010

    Também gostaria de deixar claro que concordei com o título tijucano desse ano "Ã? SEGREDO". Barros foi mais cuidadoso nas alegorias e fantasias carnavalizando-as e foi feliz no desenvolvimento desse tema. Todo mundo fala apenas da comissão de frente, mas esquece de citar aquela obra marvilhosa, o carro dos jardins suspensos da Babilônia. Para mim, pouco importa se exista portas fechando ou abrindo nas alegorias, se for pertinente ao contexto, eu aplaudo. Somente não gosto quando ele viaja na bosta, como fez no enredo "Ã? de arrepiar" e neste "levarei tua alma" medo patológico para entreter? Acho que ele está comendo bosta... não, não acho, tá comendo sim!!!!! Até porque os filmes de horror hoje em dia são mais nojentos do que aterrorizantes. São uma BOSTA!

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    16/07/2010 09:49:48Dolores ArrudaMembro SRZD desde 05/07/2010

    Paulo Barros não tem medo nenhum. Se ele tivesse, não tentaria assassinar essa belíssima manifestação cultural criada pelo povo carioca, sobretudo pelos excluídos do século XIX, em nome de suas vaidades pessoais (supostamente tidas como criativas viagens imaginárias). Meu medo é que ele faça da escola de samba uma extensão da escola americana com seus valores superficiais e consumistas. Mas como não fará, porque nem Fernando Pinto fez, exorciso esse medo medonho e serei eternamente feliz, enquanto viver, e enquanto escutar a verdadeira batucada de bambas anunciando brasilidade! VIVA O POVO BRASILEIRO!

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    16/07/2010 09:40:42Dolores ArrudaMembro SRZD desde 05/07/2010

    KKKKKK! Voce me faz rir, faz-me rir. Dizer que não é possível haver comparação num evento que é julgado comparativamente, é, no mínimo, inocência sua. Agora, comparar Revolução francesa com seus desdobramentos na historicidade humana ( a busca por novos ideais e, entre eles, a construção de um Estado de direito que propiciasse uma sociedade menos desigual) e a segunda guerra mundial (também com seus nefastos desdobramentos para a humanidade, guerra fria, corrida armamentista...), quem conhece um pouco de história sabe que é algo não pertinente. O medo pode ser pedagógico sim. A psicologia explica isso. O medo que nos fez lutar por um Estado democrático é o mesmo medo que move alguns intelectuais e artistas populares conscientes lutar contra o nefasto imperialismo norte-americano, que se dá não apenas na economia, mas também no campo cultural.Com relação ao PB, a proposta exposta na sinopse é confusa, mexe com um típo de medo que lota os consultórios médicos porque é um medo patológico. Algumas pessoas, acometidas por esses meles, até chegam a loucura, ou seja, comem bosta literalmente. Se você acha que este esterco dá samba, até respeito o seu ponto de vista. Mas tenho direito de expressar minhas opiniões e não aceitar esta suposta "inovação" que o Paulo insiste em transformar em carnaval. Samba é outra coisa. E esse conceito não pertence ao passado, não pertece ao presente, nem pertence ao futuro... trata-se de um conceito pétreo, não muda nunca. Porque se mudar, teremos qualquer outra coisa na avenida, menos escolas de SAMBA.

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    15/07/2010 20:31:38Faz-me rirMembro SRZD desde 30/12/2009

    e quanto à "cultura do medo" tão criticada dos americanos, não fosse a "cultura do medo" americana, não fosse a "cultura do medo soviética" e não fosse a " cultura do medo" de Perí e Cecí estaríamos todos hj fardados e gritanto "vida longa ao Füher". Então menos com nossos discursos intelectualoides, não que defenda a política imperialista norte-americana, mas certas questões são um pouco mais complexas. Será que foi um crime a Rosa Magalhães retratar a revolução francesa em 2008?!?! Nossa que "medo"! Ã?...de fato Paulo Barros tem muita razão de enfrentar o medo na sapucaí!

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    15/07/2010 20:25:29Faz-me rirMembro SRZD desde 30/12/2009

    Se é para fazer uma crítica séria, parto do pressuposto que artistas não devem ser comparados, parto do pressuposto que o desfile de escola de samba é uma arte tão plural, mas tão plural, que deve ser capaz de englobar todos os tipos de arte e manifestações culturais em um único evento. Tem gente que não pensa assim, nem por isso elas comem bosta ou são burras, ou loucas. Tem gente que acha tudo que é diferente aberrante, e deve ser alvo de uma intolerável exclusão. Eu não penso assim. E ainda, se criticam Paulo Barros por uma ausência de "brasilidade", se dêêm, ao menos, ao trabalho de ler a sinópse de seu enredo, pois nunca Paulo Barros foi tão "tupiniquim" (como se apenas índios, perí e cecí fossem brasileiros) como agora! Seu enredo é uma epopéia em homenagem à tantos brasileiros que vencem a morte todos os dias pela capacidade de se reinventarem, e de ousarem, sem discriminarem, de plano, aquilo que é diferente e o cinema brasileiro é apenas uma metonímia disso tudo. Considero-me o maior fanfarão desse site, mas sem dúvida alguma, certas coisas não têm como serem criticadas com o mínimo de fundamento.

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